Petróleo é negociado em baixa em Nova York e Londres

Os contratos futuros do petróleo testam o território negativo, invertendo os ganhos do começo do dia, a partir de informações de ontem à noite de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) irá reunir-se na quinta-feira para discutir o corte de sua produção. O encontro deve acontecer em Doha (Catar). É possível que o grupo opte pelo corte de 1 milhão de barris por dia comentado na semana passada por autoridades do grupo. A desaceleração dos preços é provocada pelo ceticismo dos investidores sobre como a promessa será trabalhada entre os membros do grupo. Especificamente, o mercado quer saber se um eventual corte será implementado sobre a cotas de cada país ou sobre a atual produção, o que teria efeito melhor sobre os preços. Os participantes querem saber também quais países carregarão o ônus do corte na produção e quanto tempo levará para que seja aplicado. Além disso, questiona-se se o corte será suficiente para reduzir a pressão sobre os preços. Muitos no mercado não acreditam que o encontro de quinta-feira resolverá todas estas questões. "O mercado sabe que eles (Opep) querem reduzir sua produção, mas até que a medida seja colocada em prática, os investidores não devem ficar muito animados", disse um operador em Londres. Às 9h17 (de Brasília), o contrato de novembro do petróleo caía 0,48% para US$ 58,27 o barril durante as negociações eletrônicas da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Na plataforma ICE, em Londres, o contrato de mesmo vencimento caía 1,02% para US$ 58,91 o barril. Os elevados níveis dos estoques, a retomada de quase o total da produção do campo de petróleo da British Petroleum na baía de Prudhoe (Alasca) e a permissão das autoridades norueguesas para que a Shell reinicie a produção de sua plataforma offshore de Draugen têm alimentado a pressão de venda. Operadores dizem que o mais provável é que os preços registrem volatilidade até a quinta-feira, quando o mercado terá também dados atualizados sobre o nível dos estoques norte-americanos. Entre outras notícias, a Opep divulgou suas projeções para a demanda mundial de petróleo e previu aumento na oferta de petróleo pelas nações produtoras fora do grupo. No relatório mensal de outubro, a Opep reduziu em 100 mil sua previsão de demanda global para 2006 em relação ao relatório de setembro. A Opep observou que "a prevista desaceleração da economia norte-americana, em conseqüência do ciclo de aperto monetário e do enfraquecimento da atividade no mercado imobiliário adicionaram considerável incerteza às projeções econômicas e a demanda por petróleo". As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2006 | 09h26

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