Petróleo em NY cai 2,52%, para US$ 97,58 por barril

Leitura preliminar do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da China medido pelo HSBC caiu para a mínima em 10 meses de 51,1 em maio, de 51,8 em abril

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de maio de 2011 | 11h11

Os contratos futuros de petróleo operam em queda hoje, à medida que as preocupações com o crescimento da economia da China e com a crise de dívida da Europa pressionam os ativos de risco. Às 10h47 (horário de Brasília), o petróleo tipo WTI para julho caía 2,52% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), para US$ 97,58 por barril. Na plataforma ICE, o petróleo tipo brent para julho recuava 2,46%, para US$ 109,63 por barril.

Os preços recuaram do patamar de US$ 100 por barril na Nymex após dados sobre o setor de manufatura da China sugerirem que a expansão do país pode estar se desacelerando. A leitura preliminar do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da China medido pelo HSBC caiu para a mínima em 10 meses de 51,1 em maio, de 51,8 em abril.

Os números, somados aos receios sobre a situação europeia, levaram os investidores a fugir dos ativos dependentes da continuidade do crescimento econômico. Esse cenário provocou queda do euro diante do dólar, o que ajudou a derrubar os preços das commodities (matérias-primas) que são denominadas na moeda norte-americana.

No mercado de petróleo, analistas afirmam que qualquer sinal de que a recuperação global está frágil pode levantar preocupações sobre a demanda futura. Mas as grandes oscilações de preços nas últimas semanas até agora não derrubaram o petróleo WTI para menos de US$ 95 por barril, nível que muitos analistas dizem ser um patamar psicologicamente importante.

Com poucas mudanças no cenário dos fundamentos para a oferta e demanda por petróleo, operadores disseram que os preços podem continuar confinados entre US$ 95 e US$ 105 por barril na Nymex até que surjam indicações mais definitivas sobre o ritmo do crescimento global. As informações são da Dow Jones.

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