Petróleo em NY fecha no maior valor em uma semana

Os contratos futuros de petróleo negociados em Nova York fecharam o pregão desta quarta-feira, 26, na máxima em uma semana impulsionados por dados positivos da economia norte-americana que contrabalançaram uma alta maior do que a prevista nos estoques da commodity nos Estados Unidos.

MATEUS FAGUNDES E JOÃO BOSCO LACERDA, ESPECIAL PARA AE, Agencia Estado

26 de março de 2014 | 17h37

A economia norte-americana mostrou sinais de fôlego nesta quarta-feira. Impulsionadas pelo setor de transporte e de defesa, as novas encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 2,2% em fevereiro ante janeiro, uma alta bem maior do que a esperada por analistas, que era de 0,8%.

"Nós notamos alguma orientação adicional dos dados positivos dos Estados Unidos que estariam impulsionando o fluxo de capitais para o mercado de petróleo", disse o analistas Jim Ritterbusch.

Por outro lado, os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos subiram 6,6 milhões de barris na semana encerrada em 21 de março, segundo dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Em uma primeira leitura, a alta pode indicar que a demanda norte-americana pela commodity está se retraindo, que pressionaria os preços, o que não ocorreu.

Analistas, porém, ofereceram explicações variadas para a movimentação do mercado de petróleo nesta quarta-feira. Alguns disseram que os investidores desconsideraram os dados dos estoques do DoE por entenderem que eles são meramente reflexos de fatores sazonais.

"À medida que as temperaturas começam a aumentar nos Estados Unidos e na Europa, a atenção se volta para a demanda por petróleo diante de um clima mais quente e como as refinarias irão se equipar para a temporada de verão", disse Robert Haworth, estrategista sênior de investimentos no U.S. Bank Wealth Management.

No outro lado do Atlântico, os preços do petróleo negociado em Londres foram impulsionados por conta dos conflitos em países produtores, que têm o potencial de diminuir a oferta. "Junte tudo ao colapso de produção da Líbia e aos problemas na Nigéria e temos uma impulsão moderada aos preços globais de petróleo", diz o analista Richard Hastings, da Global Hunter Securities. A produção de petróleo na Líbia está em queda há seis meses, quando manifestantes começaram a interromper as operações.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para maio fechou em alta de US$ 1,07 (1,08%), a US$ 100,26 por barril. Na IntercontinentalExchange (ICE), em Londres, o petróleo para maio fechou em alta de US$ 0,04 (0,04%), a US$ 107,03 por barril. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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