Petróleo encerra em forte alta, após aumento no gás

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta forte na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e na Bolsa Internacional de Commodities (ICE, de Londres), acompanhando a alta dos preços do gás natural, em meio a uma forte onda de calor nos EUA. As atenções do mercado voltaram-se também para o conflito no Oriente Médio; outro fator é a expectativa de que a Nigéria enfrente problemas prolongados de oferta de petróleo. Os futuros de gás natural tiveram uma alta forte devido à expectativa de que a demanda por energia elétrica vá crescer muito nos próximos dias, por causa da prevista intensificação da onda de calor que tem afetado a Costa Leste, o Meio-Oeste e a Costa oeste dos EUA. A continuidade dos ataques aéreos de Israel ao Líbano, apesar da suspensão por 48 horas que havia sido anunciada ontem, também atraiu as atenções dos investidores. "Todo o mix do noticiário geopolítico está no foco das atenções e o estopim está queimando. Acho que é provavelmente inevitável que o petróleo alcance novas máximas", comentou o analista Mike Fitzpatrick, da Fimat. Na Nigéria, o ministro do Petróleo, Edmund Daukoru, declarou que ainda não é possível antecipar quando será retomada a produção na área atingida por ataques de guerrilheiros; cerca de 700 mil barris de petróleo por dia não estão sendo produzidos na região do delta do rio Niger, por causa desses ataques. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para setembro fecharam a US$ 74,40 por barril, em alta de US$ 1,16; a mínima foi em US$ 72,77 e a máxima em US$ 74,48. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para setembro fecharam a US$ 75,15 por barril, em alta de US$ 1,76, com mínima em US$ 72,70 e máxima em US$ 75,22. As informações são da Dow Jones.

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