Petróleo ensaia alta, na expectativa com estoques dos EUA

Os contratos futuros do petróleo ensaiam recuperação, mas o movimento é frágil, com investidores evitando exposição ao risco antes da divulgação da variação das reservas de petróleo, gasolina e derivados nos EUA, às 11h30 (de Brasília). Como a tendência de queda é bastante clara e os dados do Departamento de Energia (DoE) dos EUA podem, eventualmente, reforçar o movimento, há dificuldade para condução de um ajuste mais firme de alta nos preços. Prova disso é que os contratos negociados na sessão eletrônica da Nymex e em Londres se mantêm abaixo de US$ 64,00. Às 9h35 (de Brasília), o contrato de outubro negociado em Nova York subia 0,17% para US$ 63,87 o barril. Na plataforma ICE, em Londres, o contrato de mesmo vencimento avançava 0,17% para US$ 63,12 o barril. Ontem, o contrato negociado em Nova York caiu 2,82% e fechou em US$ 63,76 o barril, o menor nível desde 27 de março. Somente em setembro, o petróleo já caiu 9,3%; as perdas atingem aproximadamente US$ 15,00 desde a máxima histórica atingida em 14 de julho. Operadores dizem que a expectativa com os números sobre os estoques interrompe o forte movimento de depreciação dos preços dos últimos sete pregões. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperam que o Doe reporte queda de 1,52 milhão nos estoques de petróleo, aumento de 150 mil nos estoques de gasolina e elevação de 1,56 milhão nos estoques de derivados, onde se encontra o óleo para calefação. O foco dos investidores sobre as variações dos estoques de derivados aumentou, com o fim das férias de verão no Hemisfério Norte e, por conseqüência, com a queda na demanda por gasolina, e, obviamente, na esteira da expectativa da próxima estação, o inverno. Operadores avaliam que o aumento na quantidade de petróleo disponível e de queda na demanda estão embutidos nos preços, mas observam que a pressão de baixa tem sido tão intensa que não se arriscam a descartar novas quedas dos preços - apesar da condição, tecnicamente, bastante vendida do mercado. Há alguns sinais de que a região de US$ 63,00 o barril pode se tornar um suporte. Mesmo a promessa dos dois sindicatos de trabalhadores das companhias petrolíferas do delta do Níger, que iniciaram hoje greve de advertência de três dias, de interromper a produção total na região, assim como impedir as exportações, também está embutida nos preços. No entanto, o Irã é um foco de preocupação e participantes do mercado aguardam o próximo capítulo do impasse sobre a suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio. Amanhã, os representantes da União Européia e do Irã voltam a se reunir. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

13 de setembro de 2006 | 09h41

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