Petróleo fecha a US$ 75,81, com ameaça de furacão

Os contratos futuros de petróleo subiram forte e chegaram a oscilar acima de US$ 76,00 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), impulsionados pela ameaça da tempestade tropical Chris virar um furacão com potencial para atingir o Golfo do México e dados mostrando uma queda dos estoques comerciais norte-americanos de petróleo bruto e gasolina, segundo operadores e analistas. Enquanto a escalada do conflito no Oriente Médio reforça o cenário bullish (de alta), os operadores permaneceram o dia focados sobre os desenvolvimentos da tempestade tropical Chris, a terceira a receber nome nesta temporada, e a possibilidade - embora remota por enquanto - de interromper a oferta de petróleo do Golfo do México. "Foi tudo orientado pela tempestade", disse o operador e analista Phil Flynn, da corretora Alaron Trading Corp em Chicago. "O temor é que possamos ver outra tempestade no Golfo do México", acrescentou. O Centro Nacional de Furacão dos EUA disse que Chris poderá se fortalecer para se tornar o primeiro furacão do ano esta noite ou na madrugada desta quinta-feira. Um alerta de furacão foi emitido no sudeste de Bahamas e as ilhas Turks e Caicos, com Chris se movendo a oeste-noroeste em direção as Ilhas Virgens. A empresa de meteorologia privada Weather2000 disse que há 75% de chance de Chris entrar no Golfo do México e seguir muito de perto a trajetória devastadora do furacão Rita, que atingiu a região no ano passado. Na Nymex, os contratos de petróleo para setembro fecharam a US$ 75,81 o barril, alta de US$ 0,90 (1,20%). A mínima foi de US$ 75,55 e a máxima de US$ 76,50. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para setembro fecharam a US$ 76,89 o barril, alta de US$ 1,00. A mínima foi de US$ 75,81 e a máxima de US$ 77,47. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.