Petróleo fecha acima de US$ 59 com tensão na Nigéria

Os contratos futuros de petróleo fecharam acima de US$ 59 por barril em reação a um alerta dos EUA de que militantes da Nigéria ameaçaram expandir seus ataques para fora da turbulenta região do delta do rio Níger. "Antes de um fim de semana de três dias (segunda-feira é feriado nos EUA), esse tipo de ameaça tem mais importância", disse Phil Flynn, da Alaron Trading. O cônsul dos EUA em Lagos alertou em um relatório sobre a ameaça de novos ataques por militantes na Nigéria. "Possíveis alvos incluem pessoal expatriado, empresas ocidentais ou instalações e locais visitados por turistas e estrangeiros em outras regiões da Nigéria", afirmou. O alerta aumentou os temores de que uma nova onda de violência por militantes possa reduzir a produção do maior produtor de petróleo de África e uma grande fonte do combustível para os EUA. Além disso, os comentários do novo secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que os produtores estão mostrando boa adesão aos acordos de cortes de produção deram suporte aos preços. Segundo Abdulla Salem El-Badri, a oferta e demanda de petróleo estão próximas, em cerca de 86 milhões de barris por dia, e a adesão dos membros do grupo aos cortes é de cerca de 66%. "Isso foi provavelmente outro fator de suporte", disse Kyle Cooper, da IAF Advisors. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de gasolina para março fecharam a US$ 1,6453 por galão, alta de 481 pontos, ou 3,80%, enquanto os contratos de óleo para aquecimento para março subiram 463 pontos, ou 2,47%, para US$ $1,6734 por galão. No pregão viva-voz da Nymex, o contrato de petróleo para março fechou em alta de US$ 1,40, ou 2,41%, e fechou em US$ 59,39. A mínima foi de US$ 57,85 e a máxima de US$ 59,45. Em Londres, na ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para abril fecharam a US$ 58,95 por barril, em alta de US$ 1,35, ou 2,57%. A mínima foi de US$ 57,06 e a máxima de US$ 59,03 por barril. As informações são da Dow Jones.

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