Petróleo fecha acima de US$ 73 com violência na Nigéria

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na New York Mercantile Exchange (Nymex) e na International Commodities Exchange (ICE, de Londres). A alta foi atribuída à escalada de violência na Nigéria, onde guerrilheiros mataram um funcionário da norte-americana Baker Hughes no começo da semana e hoje seqüestraram dois trabalhadores da italiana Saipem (pouco antes do fechamento do mercado, informou-se que os dois haviam sido libertados). A Nigéria vem produzindo 20% a menos do que pode desde que a Royal Dutch Shell fechou suas instalações de produção no país, há algumas semanas, por causa do temor de violência. "O mercado está num equilíbrio delicado, com a aproximação da temporada de férias de verão no Hemisfério Norte, e não tem como suportar qualquer suspensão da produção nos países produtores. A situação na Nigéria pode tornar-se mais negativa muito rapidamente, Poderíamos perder meio milhão de barris por dia da produção nigeriana", comentou o analista Fadel Gheit, da Oppenheimer & Co. Outros analistas observaram que os preços de outras commodities também subiram, em parte por causa da queda do dólar, que prosseguiu mesmo depois de o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) voltar a elevar as taxas de juro de curto prazo. "Se este foi o último aperto monetário do Fed, ele não beneficia o dólar, mas beneficia as commodities. As pessoas estão sentindo que estão melhor mantendo seu dinheiro em ativos como ouro ou energia", comentou o analista Peter Beutel, da Cameron Hanover. Na Nymex, os contratos de petróleo para junho fecharam a US$ 73,32 por barril, em alta de US$ 1,19; a mínima foi em US$ 71,98 e a máxima em US$ 73,90. Na ICE, os contratos do petróleo do tipo Brent fecharam a US$ 73,43 por barril, em alta de US$ 0,99, com mínima em US$ 72,29 e máxima em US$ 73,88. As informações são da Dow Jones.

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