Petróleo fecha com alta em NY e baixa em Londres

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão em direções divergentes influenciados, de um lado, por dados positivos da economia dos Estados Unidos, e de outro, pelas perspectivas negativas da Agência Internacional de Energia (AIE) para a commodity neste ano.

MATEUS FAGUNDES, Agencia Estado

11 de abril de 2014 | 17h37

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para maio fechou com ganhos de US$ 0,34 (0,33%), a US$ 103,74 por barril, o maior valor de fechamento desde 3 de março. Na semana, o contrato acumulou ganho de 2,57%, impulsionado por dados positivos dos EUA e aumento das tensões no Leste Europeu.

Na IntercontinentalExchange (ICE), em Londres, o petróleo para maio caiu US$ 0,13 (0,12%), a US$ 107,33 por barril. Na semana, no entanto, os contratos fecharam em alta de 0,57%.

Hoje, os Estados Unidos divulgaram que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) avançou 0,5% em março ante fevereiro, resultado que ficou acima das estimativas dos analistas. O índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan também veio positivo, subindo a 82,6 na leitura preliminar de abril, a um patamar mais alto do que o esperado pelo mercado.

O dado alimentou as expectativas dos investidores de petróleo em NY, que projetam que a economia dos EUA, o maior consumidor mundial da commodity, está em recuperação. "Não pareceu ser um movimento muito forte, mas foi por conta desses dados bons que o petróleo subiu hoje", disse o analista da Price Futures Group Phil Flynn.

Do outro lado do Atlântico, no entanto, pesou sobre o sentimento dos investidores o relatório mensal da AIE, que destacou "elevados" riscos que podem atingir o mercado de petróleo e reduziu sua previsão para o crescimento da demanda pela commodity em 2014.

A projeção da agência para o crescimento da demanda global foi cortada em 100 mil barris por dia, para 1,3 milhão de barris por dia, refletindo a piora da previsão para o crescimento da demanda pela commodity na Rússia. Ainda assim, a previsão para a demanda mundial permaneceu praticamente inalterada, em 92,7 milhões de barris por dia. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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