Petróleo fecha em alta após dados bons dos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam o pregão desta sexta-feira, 28, com leve ganho após dados bons sobre a economia dos Estados Unidos. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para abril fechou em alta de US$ 0,19 (0,19%), a US$ 102,59 por barril. No mês, a commodity acumulou alta de 5,23%, impulsionada pelo aumento da demanda devido ao rigoroso inverno norte-americano.

MATEUS FAGUNDES, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2014 | 18h17

Uma série de dados positivos sobre a economia norte-americana impulsionou os ganhos da commodity nesta sexta-feira. O índice de atividade industrial de Chicago e o índice de sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan vieram acima do esperado, enquanto as vendas pendentes de imóveis tiveram em janeiro a primeira alta desde junho.

"O ISM de Chicago e o dado de sentimento do consumidor ajudaram nos ganhos do petróleo, que foi pressionado no início da sessão", disse o analista-chefe de mercado da AvaTrade, Naeem Aslam, que espera que o preço da commodity continue na faixa de US$ 100 a US$ 104 por barril nos próximos dias.

Neste mês, os ganhos do petróleo negociado em Nova York foram motivados também pelo rigoroso inverno dos Estados Unidos, que faz com que o consumo de derivados da commodity aumente.

Um dos sinais desse movimento foi revelado na quarta-feira, quando o Departamento de Energia dos EUA divulgou que os estoques de petróleo bruto na semana passada subiram menos do que o esperado, o que indica que o consumo ainda está aquecido.

Por sua vez, o petróleo tipo Brent, que é negociado em Londres, sofreu com o aumento das preocupações com o crescimento econômico global e das tensões políticas na Ucrânia, mas foi ajudado pela ampliação das incertezas sobre a oferta na Líbia, no Sudão do Sul e na Venezuela, que enfrentam crises internas.

Na IntercontinentalExchange (ICE), o petróleo Brent para abril fechou em alta de US$ 0,11 (0,10%), a US$ 109,07 por barril. No mês, a commodity negociada em Londres teve ganhos de 2,51%.

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