Petróleo fecha em alta após dados de emprego nos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam a sessão desta sexta-feira, 07, em alta, impulsionados pelos dados positivos sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Os preços da commodity, que enfrentaram forte volatilidade nos últimos dias, encerraram a semana quase estáveis em relação ao pregão de sexta-feira passada diante da diminuição das tensões políticas na Ucrânia.

MATEUS FAGUNDES, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

07 de março de 2014 | 18h36

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para abril fechou em alta de US$ 1,02 (1,01%), a US$ 102,58 por barril, no entanto, o contrato não conseguiu se recuperar das perdas da semana e fechou praticamente estável em relação a sexta-feira passada.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o petróleo tipo Brent para abril encerrou a sessão em alta de US$ 0,90 (0,83%), a US$ 109,00 por barril. Na semana, o contrato teve leve queda de 0,06%.

O relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) mostrou que a economia do país criou 175 mil empregos em fevereiro, acima dos 152 mil previstos por analistas, e animou os investidores de petróleo, que passaram a apostar novamente na recuperação da economia dos Estados Unidos. Os números de janeiro e dezembro também foram revisados para cima.

"A força da economia é um bom sinal para o petróleo, uma vez que os Estados Unidos são o maior consumidor mundial da commodity", afirmou o analista-chefe de mercado da AvaTrade, Naeem Aslam.

Durante a semana, os contratos de petróleo tiveram grande volatilidade por conta dos desdobramentos das tensões políticas no leste europeu. No pregão de segunda-feira, o petróleo na Nymex fechou no maior valor desde setembro, a US$ 104,92 por barril, depois de a Rússia enviar soldados para a Crimeia. Nas sessões seguintes, porém, os preços das commodities perderam força à medida que a crise na Ucrânia se encaminhou para uma possível solução diplomática.

"Os investidores estão mantendo um olhar atento sobre a situação na Ucrânia, mas dificilmente um aumento da tensão na Crimeia levaria os preços de volta ao patamar mais alto do ano", escreveu em nota o analista da Sevens Report Tyler Richey.

O gerente de portfólio da GAM Alternative Investment Solutions, Arvin Soh, minimizou a influência da recente crise no leste europeu nos preços do petróleo. "A menos que o conflito alcance uma escala muito maior, as tensões na Ucrânia não devem provocar impacto direto sobre o sentimento em relação às commodities. A região da Crimeia não é próxima às áreas onde os combustíveis são explorados", disse.

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