Petróleo fecha em alta com ameaça a terminal saudita

Os preços do petróleo fecharam em leve alta hoje depois de anunciada uma nova ameaça de ataque a instalações vitais de petróleo da Arábia Saudita. Empresas de transporte marítimo que operam na área foram informadas que as forças navais regionais estavam "agindo com base em informação recebida" e se mobilizaram para "conter uma possível ameaça a instalações petroleiras em Ras Tanura", o maior terminal de petróleo off shore do mundo, que exporta cerca de 6 milhões de barris por dia de petróleo saudita aos mercados globais. O assessor de segurança saudita Nawaf Obaid, porém, disse que as instalações sauditas estavam operando normalmente hoje e acrescentou que o alerta "foi feito na semana passada e ainda não foi confirmado". Ele descreveu a atividade naval como "parte dos exercícios entre as forças dos EUA, Grã-Bretanha, Bahrein e Kuwait". Uma autoridade naval britânica disse, segundo a Associated Press em Dubai, que uma ameaça da Al-Qaeda no mês passado de atingir terminais petroleiros no Golfo levaram ao reforço na segurança em Ras Tanura e em uma refinaria no Bahrein. O analista e operador Phil Flynn, da Alaron Trading Corp em Chicago, disse que o risco na Arábia Saudita, maior exportador de petróleo, "elevou um pouco o nível de terror". Mas ele acrescentou que o mercado reagiu calmamente em virtude do histórico recente dos sauditas em evitar ataques. Em fevereiro, as forças sauditas frustraram um ataque com carro bomba a Abqaiq, unidade que processa cerca de 6 milhões a 7 milhões de barris por dia de petróleo. Flynn disse que o tipo de ameaça revelada hoje "teria elevado os preços entre US$ 2,00 e US$ 2,50 o barril há três anos". Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo para dezembro fecharam em alta de US$ 0,39, ou 0,65%, em US$ 60,75 o barril, depois de atingirem a máxima em US$ 61,00. Na mínima, o contrato ficou em US$ 59,85. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para dezembro subiram US$ 0,31, ou 0,51%, para fechar em US$ 61,08 o barril, tendo oscilado entre US$ 61,33 e US$ 60,13. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 17h44

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