Petróleo fecha em alta com apoio saudita à Opep

Os contratos futuros de petróleo subiram, depois de a Arábia Saudita finalmente manifestar-se publicamente em apoio à proposta de redução da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Desde que começou-se a falar em corte de produção da Opep, especulava-se que a Arábia Saudita não estaria de acordo com a proposta. Hoje, o ministro saudita do Petróleo, Ali Aimi, afirmou que apóia "absolutamente" um corte de produção de 1 milhão de barris por dia a partir de 1º de novembro e também falou na possibilidade de uma redução adicional de 500 mil barris por dia em dezembro. Os representantes dos países da Opep devem se reunir ainda na noite de hoje, por três horas, em Doha (Qatar). "O mercado estava cético quanto a cortes da Opep, mas está levando essa possibilidade mais seriamente agora. Se a reunião se encerrar sem nenhum acordo, haverá um movimento rápido de venda, mas parece que agora existe alguma coesão na Opep sobre o corte", comentou o vice-presidente da Vantage Trading, Peter Donovan. Um funcionário da Opep disse que o presidente da organização, Edmund Daukoru, deve chegar a Doha por volta das 16h30 (de Brasília) e que a reunião não deverá começar antes das 18h30 (de Brasília). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para novembro fecharam a US$ 58,50 por barril, em alta de US$ 0,85, ou 1,47%; a mínima foi em US$ 57,45 e a máxima em US$ 58,95. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, os contratos do petróleo Brent para dezembro fecharam a US$ 60,87 por barril, em alta de US$ 1,29, ou 2,17%, com mínima em US$ 59,31 e máxima em US$ 61,25. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.