Petróleo fecha em alta com dados positivos nos EUA

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta terça-feira, 28, impulsionados por dados melhores do que o esperado sobre a economia norte-americana e receios sobre interrupções na produção em várias regiões.

Agencia Estado

28 de maio de 2013 | 17h04

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para julho, subiu US$ 0,86 (0,91%), fechando a US$ 95,01 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para julho avançou US$ 1,61 (1,71%) e fechou a US$ 104,23.

Segundo o Conference Board, o índice de confiança do consumidor norte-americano subiu para 76,2 em maio, o nível mais alto desde fevereiro de 2008, de uma leitura revisada de 69 em abril. Economistas consultados pela Dow Jones previam um aumento mais moderado do indicador neste mês, para 72,0.

Também saíram hoje vários índices de atividade de distritais do Fed. O de manufatura do Fed de Richmond foi para -2 em maio, de -6 em abril, enquanto o de empresas do Fed de Dallas avançou para -10,5 em maio, de -15,6 em abril. Por outro lado, o índice de atividade industrial do Meio-Oeste, medido pelo Fed de Chicago e que é monitorado de perto pelo mercado por causa da indústria automobilística, recuou 0,5% em abril ante o mês anterior, para 95,5. No setor imobiliário, a S&P/Case-Shiller divulgou índices que mostraram alta superior a 10% nos preços dos imóveis nas regiões metropolitanas dos EUA, os maiores avanços desde 2006.

O petróleo também foi impulsionado pelos receios de uma interrupção da produção na Nigéria e no Mar do Norte (Europa). Além disso, uma nova disputa entre o Sudão e o Sudão do Sul está reduzindo as exportações, enquanto aumentam os receios de uma escalada na guerra civil da Síria, após a União Europeia resolver dar armas para os rebeldes que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad.

Enquanto isso, os ministros dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) começam a chegar a Viena (Áustria), para a reunião de sexta-feira. O ministro de petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, disse que o mercado está bem abastecido e os estoques estão equilibrados, o que sugere que a Opep não deve alterar seu teto de produção. As informações são da Dow Jones.

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