Petróleo fecha em alta com previsão sobre estoques

Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta, na máxima em dois meses, após uma sessão volátil, em meio às previsão de queda nos estoques de gasolina e derivados de petróleo dos EUA, que serão divulgados na quarta-feira, e ao aumento da tensão entre o Irã e os EUA. Após se alternar entre território negativo e positivo, o contrato para abril do WTI fechou em alta de US$ 0,25, ou 0,41%, em US$ 61,39 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), após chegar a US$ 61,45, maior preço desde 26 de dezembro passado. O petróleo tipo Brent subiu US$ 0,44, para US$ 61,32 o barril, na ICE londrina. A gasolina RBOB (reformulated gasolina blendstck for oxygenate blending), nos contatos de março, subiu 1,64 centavo de dólar, ou 0,90%, para US$ 1,7795 o galão, maior valor desde 1º de setembro de 2006. Segundo a média das previsões dos analistas ouvidos pela agência Dow Jones, os estoques de derivados, que incluem diesel e óleo de calefação, devem cair 2,6 milhões de barris, os de gasolina devem recuar 1,6 milhão de barris e os de petróleo bruto devem crescer 1,2 milhão de barris. A utilização das refinarias, segundo a pesquisa, deve subir 0,40 ponto porcentual. O preço do petróleo também ganhou suporte das preocupações com um confronto entre os EUA e o Irã depois de autoridades militares dos EUA terem exibido um arsenal de componentes para bombas encontrado enterrado numa aldeia xiita no Nordeste de Bagdá, afirmando que o mesmo incluía foguetes e morteiros fabricados pelo Irã. As autoridades evitaram relacionar o governo iraniano diretamente ao caso, mas disseram que as armas são novas provas vindas do país vizinho, que está num impasse com Washington, que acusa o Irã de fomentar a violência no Iraque e de tentar desenvolver armas nucleares. Os EUA pediram um aperto moderado das sanções contra o Irã em discussões realizadas hoje com os outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, informou o Departamento de Estado. As informações são da agência Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.