Petróleo fecha em alta com queda de produção

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta terça-feira, com a interrupção de 93% da produção no Golfo do México por causa da aproximação do furacão Isaac e expectativas sobre novas medidas de relaxamento quantitativo nos EUA e em outros países. O petróleo também ganhou força adicional com o enfraquecimento do dólar e a alta do euro, afirmaram participantes do mercado.

PRISCILA ARONE, Agencia Estado

28 de agosto de 2012 | 17h53

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo para outubro fecharam em alta de US$ 0,86 (0,90%), a US$ 96,33 o barril, após a Agência Internacional de Energia (AIE) descartar a possibilidade de liberação dos estoques emergenciais da commodity. Na plataforma Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo brent para outubro subiram US$ 0,32 (0,28%) hoje, fechando a US$ 112,58 o barril.

Também nesta terça-feira, o ministro de Finanças de França, Pierre Moscovici, declarou que o G-7 vai pedir aos países produtores de petróleo que elevem sua produção, a fim de conter a alta dos preços da commodity. "Acabei de verificar que os ministros do G-7 assinaram um comunicado apelando para um aumento na produção dos países produtores de petróleo, com o objetivo de reduzir os preços do produto", afirmou Moscovici em uma entrevista à televisão francesa France 2.

As empresas de petróleo paralisaram quase toda a sua produção petrolífera e de gás Golfo do Mexico por causa da chegada do furacão Isaac na costa da Louisiana nesta terça-feira. O Escritório de Segurança e Reforço Ambiental dos EUA, responsável pelas operações de gás e petróleo na costa americana, informou a paralisação da produção de 1,29 milhão de barris de petróleo por dia, ou 93% da produção em águas federais do Golfo. Além disso, 3 bilhões de pés cúbicos de gás natural, ou 67% da produção de gás natural na área, foram paralisadas, e 503 das 596 plataformas de petróleo e gás da região foram evacuadas, informou a agência.

As medidas de retirada de funcionários são rotineiras durante a temporada de tempestades no Atlântico. Entretanto, a maioria dos observadores acredita que a passagem do furação Isaac, que recentemente passou à categoria 1, com ventos de 120 quilômetros por hora, deve causar poucos danos à região.

Hamza Khan, analista do Schork Group, afirma que o mercado já precificou os efeitos de Isaac. "O foco está mudando do furacão Isaac para os fundamentos e para o dólar", afirmou ele.

Além do furacão, os participantes do mercado aguardam a divulgação dos estoques de petróleo dos EUA na quarta-feira pelo Departamento de Energia. Pesquisa realizada pela Dow Jones com 15 analistas indica que os estoques devem ter caído 1,5 milhão de barris na semana encerrada na sexta-feira.

Outra questão que é observada pelo mercado é o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, na sexta-feira, durante o encontro anual em Jackson Hole. O mercado de petróleo está na expectativa de novas medidas de relaxamento quantitativo pelo Fed e outros bancos centrais, mas ainda não há certezas sobre se Bernanke vai tratar do assunto durante o evento. As informações são da Dow Jones.

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