Petróleo fecha em alta de 1,02% a US$ 82,52 o barril

Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent fechou com alta de US$ 0,58 (0,70%), a US$ 83,54 o barril

Álvaro Campos, da Agência Estado,

25 de outubro de 2010 | 18h08

Os contratos futuros de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) fecharam em alta. A commodity reagiu à queda do dólar, com os investidores esperando por mais sinais sobre como o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve agir para estimular a economia dos EUA.

Os contratos com entrega para dezembro subiram US$ 0,83 (1,02%), fechando a US$ 82,52 o barril na Nymex, após terem atingido a máxima intraday de US$ 83,28. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent fechou com alta de US$ 0,58 (0,70%), a US$ 83,54 o barril.

O petróleo ficou no campo positivo a maior parte da sessão, após o dólar atingir uma nova mínima de 15 anos em relação ao iene e o euro subir acima de US$ 1,40. Os operadores também receberam bem um relatório da Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) que mostrou que as vendas de imóveis residenciais usados nos EUA aumentaram 10% em setembro, para uma taxa anual de 4,53 milhões de unidades. Analistas esperavam elevação de 5,3%.

O petróleo tem acompanhado de perto o comportamento do dólar nas últimas semanas. A commodity subiu acima de US$ 80 este mês, reagindo à queda da moeda norte-americana. O petróleo teve uma leve queda na semana passada, com os investidores esperando pela reunião dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, que terminou no fim de semana na Coreia do Sul. O grupo prometeu trabalhar para evitar uma guerra cambial. Mas, com a expectativa de que o Fed adote mais medidas para estimular a economia, os investidores não acreditam que o dólar vai interromper sua queda.

Assim, muitos profissionais estão abandonando o dólar e investindo em ativos tangíveis, como o petróleo. "Eu ainda acredito que tudo tem a ver com o dólar", disse Matt Zeman, analista da LaSalle Futures Group. "Eu creio que o dólar deve cair e o petróleo subir até o anúncio do Fed", acrescentou.

Enquanto isso, trabalhadores concordaram em encerrar as greves em três das 12 refinarias da França, após os protestos terem interrompido as operações e a distribuição de combustível em todo o país. O mercado tem acompanhado de perto os desdobramentos da greve, embora até agora o impacto nos preços do petróleo tenha sido limitado.

Os estoques combinados de petróleo bruto e combustíveis atingiram o maior nível em 27 ano no mês passado, mas alguns analistas esperam que os estoques tenham atingido um pico. Além disso, a China disse que importou níveis recordes de petróleo em setembro e a demanda na Índia e na América Latina permanece relativamente forte.

Analistas esperam que o relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA que será divulgado na quarta-feira mostre um aumento de 600 mil barris nos estoques de petróleo bruto na semana encerrada no dia 22, segundo uma pesquisa da Dow Jones. Entretanto, os estoques de gasolina devem registrar queda de 200 mil barris, enquanto os estoques de destilados, categoria que inclui óleo para aquecimento e diesel, devem ter uma redução de 600 mil barris.

Hoje os futuros de gasolina reformulada (RBOB) com entrega para novembro fecharam com alta de US$ 0,0135, a US$ 2,0773 o galão. Os contratos de óleo para aquecimento com entrega para novembro subiram US$ 0,0034, a US$ 2,2550 o galão. As informações são da Dow Jones.

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