Petróleo fecha em alta de 1,96% com temores com Egito

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em forte alta nesta sexta-feira, impulsionados pelos receios de uma interrupção na produção do Oriente Médio, após o golpe militar no Egito. Com isso, o ganho da commodity na semana também foi bastante elevado e os preços atingiram o maior nível em 14 meses.

AE, Agencia Estado

05 de julho de 2013 | 17h04

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para agosto, ganhou US$ 1,98 (1,96%), fechando a US$ 103,22 o barril, o maior nível desde maio de 2012. Com isso, a alta no acumulado da semana foi de 6,90%. Na plataforma ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para agosto subiu US$ 2,18 (2,06%), encerrando a sessão a US$ 107,72. Na semana, a alta foi de 5,44%.

O Exército do Egito declarou estado de emergência nesta sexta-feira em área fronteiriças com a rota marítima de Suez, depois de um ataque de militantes em um aeroporto regional desencadear temores de interrupções no tráfego de navios petroleiros. Não há relatos até agora de interrupção do trânsito, no entanto. A medida foi anunciada após o ex-presidente do Egito, Mohammed Morsi, que tem o apoio da Irmandade Muçulmana, ser deposto pelo Exército do país na quarta-feira.

Embora o Egito não seja um grande produtor de petróleo, cerca de 3 milhões de barris de petróleo por dia passam pelo estratégico Canal de Suez e o oleoduto Suez-Mediterrâneo, que vai do terminal Ain Sukhna, no Golfo de Suez, ao terminal de Sidir Kerir, no Mediterrâneo.

"Os traders de petróleo temem que as tensões no Egito possam interromper o fluxo no Canal do Suez", afirma Tim Evans, analista do Citi Futures Perspective. "O petróleo subiu em função do Egito, e no meio da amanhã vieram os números do mercado de trabalho nos EUA, que também foram bons", acrescenta Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho.

A economia dos EUA criou 195 mil empregos em junho, segundo divulgou hoje o Departamento do Trabalho, superando a previsão de economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam 160 mil novos postos. Além disso, o número de criação de vagas em maio foi revisado para cima, a 195 mil, de 175 mil na leitura original. Enquanto isso, a taxa de desemprego ficou estável em 7,6%, quando a previsão era de queda para 7,5%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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