Petróleo fecha em alta de 2,08%, a US$ 91,85 por barril

Os preços dos contratos futuros de petróleo se recuperaram nesta quinta-feira após a maior queda em dois meses na quarta-feira estimulados pela alta nos preços da gasolina. Os traders liquidaram agressividade os contratos para entrega em outubro e reformularem os contratos combinados de gasolina pelo terceiro dia seguido, antes do encerramento desses contratos na sexta-feira.

PATRÍCIA BRAGA, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 17h17

O preço intraday para a gasolina atingiu a maior alta em cinco meses, de US$ 3,21 por galão, um nível que, se sustentado, pode ser repassado para uma média nacional de acima de US$ 3,90 o galão da gasolina regular na bomba.

Os preços futuros da gasolina subiram 7,8% nos últimos três dias, após o Departamento de Energia (DoE) ter mostrado que os estoques nacionais estão no menor nível desde outubro de 2008, enquanto os estoques no nordeste dos EUA estão no menor nível desde que a Agência Internacional de Energia começou a fazer esse registro em novembro de 1990. A AIA disse que embora os nível estejam baixos, a oferta não está tão apertada quanto parece porque a demanda declinou.

No final da tarde de Nova York, os contratos de petróleo para entrega em novembro fecharam com alta de US$ 1,87 (2,08%), a US$ 91,85 o barril, na Nymex, e com avanço de US$ 1,97 (2,14%), a US$ 112,39 por barril na plataforma ICE.

Nos EUA os dados divulgados nesta quinta-feira não foram muitos esclarecedores. As encomendas de bens duráveis caíram 13,2% em agosto, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 198,49 bilhões, segundo o Departamento de Comércio do país. A queda superou o declínio de 5,6% previsto pelos economistas. A leitura marcou o maior recuo das encomendas desde janeiro de 2009 e seu menor valor em dólar desde fevereiro de 2011. O Departamento do Comércio também informou que o produto interno bruto (PIB) do segundo trimestre foi revisado para de 1,7% da leitura anterior, para 1,3% agora.

Esse dado ofuscou o dado positivo no mercado de trabalho dos EUA. O número de trabalhadores norte-americanos que entrou pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 26 mil na semana encerrada em 22 de setembro, para 359 mil, após ajustes sazonais, segundo informou o Departamento do Trabalho. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma queda bem menor, de 7 mil solicitações. As informações são da Dow Jones.

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