Petróleo fecha em alta, sustentado por gasolina e Irã

Os contratos futuros de petróleo negociados em NY superaram os US$ 67 por barril pela primeira vez desde o início de fevereiro, seguindo a forte alta dos contratos de gasolina. Depois de terem atingido o maior nível em sete anos no mês passado, os estoques de gasolina caíram em 10 milhões de barris nas últimas quatro semanas, uma tendência que, segundo analistas, deve perdurar nos próximos meses, por causa do início da temporada de viagens nos EUA e dos trabalhos sazonais de manutenção nas refinarias. "A questão da gasolina é importante e empurra para cima os preços de petróleo". Além da gasolina, o petróleo bruto foi impulsionado também pela notícia de que o Irã está planejando um grande exercício naval no Golfo Pérsico, chamado de "Profeta Sagrado", que contará com disparos do míssil Shahab II. O comandante da força naval iraniana, Morteza Shaffari, disse que a operação tem o objetivo de demonstrar "a completa prontidão do país em defender a integridade do território", de acordo com uma reportagem. O anúncio vem após o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ter decidido por unanimidade exigir que o Irã suspenda seu programa de enriquecimento nuclear. Isso fez crescer as preocupações entre operadores de que o Irã poderia interromper suas exportações de petróleo em resposta à crescente pressão internacional. Representantes do governo iraniano têm afirmado repetidamente que o país não tem esses planos. Em NY, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 67,15 o barril, alta de US$ 0,70 (1,05%). Os contratos de gasolina para abril fecharam em US$ 1,9957 o galão, alta de 415 pontos. Em Londres, o petróleo do tipo Brent para maio fecharam em US$ 66,46 o barril, alta de US$ 0,91. As informações são da Dow Jones.

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