Petróleo fecha em alta, sustentado por temor com oferta

Os contratos de petróleo para maio negociados em NY se mantiveram acima dos US$ 64 no fechamento desta sexta-feira, chegando ao fim de uma semana marcada pela volta das preocupações com a oferta do produto. "Depois da forte valorização de ontem, eu não fico surpreso com o ganho de hoje", disse o analista de commodities Edward Meir. Ontem, os contratos subiram mais de US$ 2 o barril. Cresce nesse mercado a expectativa de que a demanda, que deve aumentar bastante nos próximos meses, irá rapidamente consumir os estoques de petróleo norte-americanos que agora estão acima da média. Na semana passada, os estoques da commodity e seus derivados caíram com o aumento da taxa de utilização da capacidade - uma tendência que deve prosseguir à medida que aumenta o número de viagens com a aproximação do verão. A queda dos estoques na semana terminada em 17 de março representou o primeiro declínio desde o início de fevereiro. Embora os estoques continuem em níveis históricos, a incapacidade de subirem na semana passada pode ser um sinal de que atingiram o pico deste ano. Geralmente, os estoques não chegam ao topo antes do verão. A substituição de um aditivo da gasolina amplamente utilizado atualmente nos EUA em favor do etanol, menos poluente, também recebeu mais atenção esta semana. De acordo com o Departamento de Energia dos EUA (DOE), a transição deverá provocar deslocamentos de oferta em 2006. Além disso, para que o petróleo caia mais, é preciso que diminuam as tensões em países produtores como o Irã e a Nigéria. Em NY, os contratos de petróleo com entrega em maio fecharam em US$ 64,26 o barril, alta de US$ 0,35 (0,55%). Em Londres, o petróleo tipo Brent para maio fecharam em US$ 63,51 o barril, alta de US$ 0,24. As informações são da Dow Jones.

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