Petróleo fecha em baixa com otimismo sobre Ucrânia

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira, 27, pressionados pelo alívio parcial dos temores sobre a Ucrânia após a eleição presidencial de domingo no país. Ainda assim, o leste ucraniano segue sacudido pela violência, o que limitou as perdas da commodity. O fortalecimento dos mercados de ações em Nova York e bons dados econômicos dos EUA também contribuíram para evitar uma queda ainda maior.

LETICIA PAKULSKI, Agencia Estado

27 de maio de 2014 | 16h49

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para julho fechou em baixa de US$ 0,24 (0,23%), a US$ 104,11 por barril. O Brent para julho terminou com desvalorização de US$ 0,52 (0,47%), a US$ 110,02 por barril, na IntercontinentalExchange (ICE), em Londres.

"Parte do temor que estava embutido nos preços do complexo do petróleo se dissipou com o resultado da eleição presidencial ucraniana, apesar da violência após a vitória (de Poroshenko), quando forças ucranianas enfrentaram rebeldes pró-Rússia", disse Matt Smith, analista de commodities do Schneider Electric. Segundo ele, a eleição do magnata do chocolate Petro Poroshenko é vista como positiva tanto na construção de relações com a Europa, como no reparo das ligações com a Rússia, o que se reflete na fraqueza do petróleo.

Entretanto, a violência continua no país e pode voltar a sustentar as cotações da commodity. Quarenta pessoas, incluindo dois civis, foram mortas ontem quando tropas oficiais repeliam uma tentativa dos rebeldes de tomar o controle do aeroporto de Donestsk, destacou o prefeito da cidade, Oleksandr Lukyanchenko. Para líderes insurgentes, a quantidade de vítimas pode chegar a 100. Na Líbia, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a situação geopolítica também é frágil.

As perdas do petróleo foram amenizadas ainda por dados positivos sobre a economia norte-americana. As encomendas de bens duráveis tiveram aumento surpreendente, enquanto o indicador composto S&P/Case-Shiller, de preços de moradias nas 20 maiores cidades dos EUA, registrou o primeiro avanço em cinco meses. A confiança do consumidor dos EUA medida pelo Conference Board também aumentou, mas em linha com as expectativas do mercado. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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