Petróleo fecha em baixa, mas acima da mínima

Os preços dos contratos futuros de petróleo caíram na New York Mercantile Exchange (Nymex), depois da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ter anunciado sua decisão de manter os níveis de produção estáveis e o Irã sinalizado que não suspenderá sua produção em meio ao impasse relacionado com seu programa nuclear, disseram analistas. Pela manhã, a Opep informou que concordou em manter seu teto de produção inalterado em 28 milhões de barris/dia, nível que está próximo de sua capacidade máxima. O movimento ocorreu quando os preços começavam a subir em direção de US$ 70,00 o barril, impulsionados pelos temores de que a crescente pressão contra o programa nuclear do Irã possa levar o país a interromper suas exportações de petróleo. Contudo, antes do encontro ministerial, o ministro de petróleo iraniano, Kazem Vaziri Hamaneh, disse que seu país não tem motivos para parar suas exportações de petróleo, acrescentando que não há ligação entre as exportações da commodity e a disputa nuclear. A declaração do ministro iraniano acalmou o nervosismo dos traders um pouco, mas não muito. Após uma queda de quase US$ 1,00 o barril, os futuros de petróleo recuperaram grande parte das perdas, com os traders ainda preocupados com as ramificações da disputa nuclear. "O cabo de guerra entre os fundamentos (bearish, de baixa) e os temores relacionados com o Irã continuaram hoje", disse Tom Bentz, analista do BNP Paribas Futures em Nova York. "Hoje, o foco foi sobre os fundamentos depois que a Opep concordou em manter a produção estável. Mas, novamente, as manchetes sobre o Irã deram suporte a cobertura de vendas a descoberto", acrescentou. Na Nymex, os contratos de petróleo para março fecharam em US$ 67,92 o barril, queda de US$ 0,43 (0,63%); a mínima foi de US$ 67,35 e a máxima de US$ 68,20. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para março fecharam em US$ 65,99 o barril, queda de US$ 0,60. A mínima foi de US$ 65,44 e a máxima de US$ 66,94.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2006 | 19h30

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