Petróleo fecha em forte alta com queda de estoques

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta, impulsionados por uma queda maior do que a esperada nos estoques dos EUA. O relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgado hoje mostrou que os estoques de petróleo e derivados diminuíram, ficando abaixo do maior nível em 27 anos em que estavam nas últimas semanas. Para alguns analistas, isso pode significar o início do fim de um excesso de oferta que pressionou os preços do petróleo durante boa parte deste ano.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

29 de setembro de 2010 | 17h41

Os contratos de petróleo com entrega para novembro fecharam com ganho de US$ 1,68 (2,21%), a US$ 77,86 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Durante a sessão o contrato atingiu a máxima de US$ 78,09, o maior nível em sete semanas. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent com entrega para novembro fechou com alta de US$ 2,06 (2,62%), a US$ 80,77 o barril.

Na semana encerrada no dia 24, os estoques de petróleo bruto nos EUA tiveram uma queda de 475 mil barris, superando as expectativas dos analistas, de redução de 300 mil barris. Os estoques de gasolina diminuíram em 3,469 milhões de barris, ante previsão de alta de 600 mil de barris. Os estoques de destilados caíram 1,265 milhão de barris, contrariando a estimativa de aumento de 200 mil barris. A taxa de utilização das refinarias caiu para 85,8%, de 87,8%.

"Os dados sobre os estoques foram bons para o mercado e nós começamos a subir um pouco. Ao longo do dia, nós ganhamos mais energia", disse Peter Donovan, trader e analista da Vantage Trading.

Os contratos de gasolina reformulada (RBOB) com entrega para novembro, fecharam com ganho de US$ 0,0476 (2,4%), a US$ 1,9955 por galão. Os contratos de óleo para aquecimento para novembro ganharam US$ 0,066 (3,1%), a US$ 2,1905 por galão.

Segundo operadores, os estoques de combustíveis devem cair ainda mais, com a demanda parecendo aumentar, após um verão (no Hemisfério Norte) decepcionante, em que houve apenas um pequeno avanço no consumo em relação ao mesmo período do ano passado, quando o país ainda estava afetado pela recessão.

A queda do dólar também ajudou o petróleo a manter o rali após os dados do DoE. Nas últimas sessões os investidores têm voltado sua atenção para o mercado de câmbio, com especulações de que o Federal Reserve possa adotar uma nova rodada de medidas de estímulo à economia. Aumentar a oferta de dinheiro prejudicaria a moeda norte-americana, tornando o petróleo e outras commodities denominadas em dólar mais baratas para compradores que usam outras moedas. O índice ICE Dollar, que monitora a cotação de moeda norte-americana ante uma cesta de moedas, atingiu hoje a mínima intraday de 78,825, o menor nível desde janeiro. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
petróleobarrilestoques

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.