Petróleo fecha em forte queda após declarações da Opep

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda forte na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e na Bolsa Intercontinental (ICE, em Londres). O mercado reagiu às declarações do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Edmund Daukoru, de que o adiamento do início da produção de um poço importante no Golfo do México reduz as chances de o cartel reduzir sua própria produção. A declaração se referia ao anúncio feito ontem pela BP de que a plataforma Thunder Horse, no Golfo do México, deverá entrar em produção plena somente em 2008, e não em 2007, como se previa. "É por isso que não vamos nos apressar em implementar um corte de produção", disse o presidente da Opep. "O que essa declaração nos diz é que a demanda não tem sido suficientemente robusta para preocupar a Opep. Se o mercado estava prevendo um corte de produção como motivo para uma alta nos preços, ele não terá isso", comentou o analista Addison Armstrong, da TFS Energy Futures. Já a analista Mary Novak, da Global Insight, observou que "neste momento, o sentimento é o de que se o petróleo cair abaixo dos US$ 60, a Opep poderá reagir. A Opep está preocupada com uma desaceleração na demanda. E, se não quiser que o preço caia muito abaixo dos US$ 60, ela terá que acompanhar a produção com muito cuidado". As preocupações geopolíticas se reduziram hoje no mercado, depois de o presidente da França, Jacques Chirac, dizer que é contrário à idéia de o Conselho de Segurança da ONU dar novo prazo para que o Irã suspenda seu programa nuclear. "Estamos comprometidos com negociações e, portanto, com o diálogo", disse Chirac na Assembléia Geral da ONU. Essas declarações "deixaram o mercado mais calmo e removeram dos preços parte do prêmio de risco", comentou Novak. Na Nymex, os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 61,66 por barril, em queda de US$ 2,14; a mínima foi em US$ 61,58 e a máxima em US$ 64,46. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para novembro fecharam a US$ 62,17 por barril, em queda de US$ 1,88, com mínima em US$ 61,87 e máxima em US$ 64,86. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 16h58

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