Petróleo fecha em leve alta por incerteza sobre demanda

Os contratos futuros de petróleo tiveram ganhos modestos nesta sexta-feira depois de acentuadas perdas no início da semana, com uma pausa dos investidores para avaliar se a fraca demanda continuará mantendo os preços baixos.

Agencia Estado

19 de abril de 2013 | 17h32

Os contratos de petróleo com entrega para maio tiveram alta de US$ 0,28 (0,32%) e encerraram a US$ 88,01 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). O petróleo do tipo Brent, com entrega para junho, teve alta de US$ 0,52 (0,52%) e terminou a US$ 99,65 por barril na plataforma eletrônica ICE.

Os preços do petróleo caíram 3,6% nesta semana e perderam cerca de 10% no mês devido ao aumento dos estoques domésticos de petróleo e à retração mais ampla nos mercados de commodities.

Com os contratos futuros negociados nas mínimas do ano, os investidores disseram que uma leve recuperação deve ser vista ainda que haja novas quedas. "Os traders ainda estão procurando um motivo para que o mercado possa se recuperar", disse Pete Donovan, da Vantage Trading.

No começo do dia, os preços do petróleo subiram depois que o ministro do Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, ter dito que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve fazer um encontro especial depois de o Brent ter atingido o nível abaixo de US$ 100.

Contudo, o movimento de alta foi interrompido depois que três autoridades da Opep afirmaram que não há discussão formal no grupo para o encontro. As autoridades venezuelanas frequentemente pedem que haja um piso formal de US$ 100 por barril de petróleo.

Além disso, muitos analistas e investidores têm ficado mais preocupados nas últimas semanas quanto à fraca demanda por petróleo. Na semana passada, o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) previu que a demanda por gasolina no período de primavera-verão (férias no hemisfério norte), na metade do ano, cairá para o menor nível em 12 anos, para 8,877 milhões de barris por dia.

O movimento fraco no mercado de petróleo coincide com a queda mais ampla nos mercados de commodities como o de ouro e de cobre, por exemplo. "As commodities terão um crescimento mais lento nos próximos trimestres", disseram analistas do Barclays em relatório. As informações são da Dow Jones.

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