Petróleo fecha em leve baixa, com alerta sobre furacões

Os contratos futuros de petróleo recuperaram as perdas iniciais e fecharam em ligeira baixa na New York Mercantile Exchange (Nymex), sustentado pelo alerta do governo dos EUA sobre o potencial de interrupção da oferta do complexo de energia durante a temporada de furacões deste ano, segundo operadores e analistas. O alerta do Departamento de Energia (DoE) superou as perdas iniciais geradas pela reação amena do governo do Irã ao pacote de incentivos oferecido pelos países ocidentais em troca do fim do programa de enriquecimento de urânio. O negociador iraniano Ali Larijani disse que o pacote contém "passos positivos", assim como "ambigüidades". Ele disse que as negociações são "construtivas" e que o Irã vai responder depois de estudar os incentivos. Contudo, o movimento de baixa foi revertido quando o DoE alertou que a região do Golfo do México pode perder uma produção de até 35 milhões de barris de petróleo e 206 bilhões de pés cúbicos de gás natural se as previsões de uma ativa temporada de furacões se confirmarem. O DOE disse que baseou seu alerta nas previsões de uma temporada de furacão mais ativa que o normal que foram feitas no início deste ano pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês). O NOAA prevê de 13 a 16 tempestades tropicais nomeadas, 8 a 10 furacões e 4 a 6 grandes furacões para esta temporada. Se, como ocorreu no ano passado, mais furacões de maior intensidade se desenvolverem, a produção de petróleo e gás natural a ser interrompida no Golfo do México será "significativamente mais elevada", alertou o DoE. Uma vez que 15% da produção de petróleo do Golfo do México permanece interrompida por causa dos danos provocados pelos furacões Katrina e Rita em 2005, o alerta do DoE mexeu com os nervos e os operadores passaram a se preparar para a temporada de furacões deste ano. "Nós ainda não recuperamos a produção normal da temporada de furacões do ano e isso é um lembrete de que, se tivermos outra temporada ativa, poderemos ver os preços do petróleo e da gasolina voltarem para máximas históricas", disse Phil Flynn, analista da Alaron Trading Corp em Chicago. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo para julho fecharam a US$ 72,50 o barril, queda de US$ 0,10 (0,14%); a mínima foi de US$ 71,35 e a máxima de US$ 71,35. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para julho fecharam a US$ 70,81 o barril, queda de US$ 0,56; a mínima foi de US$ 69,88 e a máxima de US$ 71,66. As informações são da Dow Jones.

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