Petróleo fecha em queda após aumento nos estoques

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda nesta quarta-feira com a diminuição dos receios com o impacto da tempestade tropical Isaac e o aumento dos estoques nos EUA.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

29 de agosto de 2012 | 17h09

O contrato do petróleo para outubro perdeu US$ 0,84 (0,87%), fechando a US$ 95,49 o barril na Nymex. Na plataforma eletrônica ICE, o petróleo Brent para outubro perdeu US$ 0,04 (0,03%), fechando a US$ 112,54 o barril.

O petróleo foi pressionado nesta quarta-feira pelas expectativas de que as operações de oleodutos, plataformas de perfuração e refinarias na costa do Golfo do México voltem a funcionar rapidamente, após fechamentos preventivos nos últimos dias em função da passagem da tempestade tropical Isaac. Mesmo assim, o governo dos EUA divulgou que 95% da produção de petróleo está interrompida na região. Além disso, várias companhias afirmam que ainda não é possível fazer inspeções em suas instalações, porque muitas áreas na região estão alagadas e sem energia elétrica.

Outro fator que puxou a queda do petróleo foi a alta nos estoques nos EUA. O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira que os estoques de petróleo bruto subiram 3,778 milhões de barris na semana encerrada em 24 de agosto, para 364,524 milhões de barris. A estimativa dos analistas era de queda de 1,5 milhão de barris. Os estoques de gasolina recuaram 1,509 milhão de barris, ante estimativa de baixa de 1,2 milhão de barris. E os estoques de destilados subiram 873 mil barris, quando a expectativa era de retração de 100 mil barris.

"Os relatos iniciais sugerem que houve poucos danos às plataformas de petróleo e gás em função do Isaac", comentou Tim Evans, analista da Citi Futures Perspective. "As operações devem ser retomadas nos próximos dias", acrescentou.

Gene McGillian, analista da Tradition Energy, apontou que o petróleo na Nymex está preso entre US$ 94,00 e US$ 98,00 nas últimas duas semanas, mas os preços podem romper o teto dessa faixa se o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, der claros sinais de que o banco central dos EUA deve adotar novas medidas para estimular a economia. Ele fala na sexta-feira, durante a conferência anual de Jackson Hole. As informações são da Dow Jones.

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