Petróleo fecha em queda com dados da economia dos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, 22, devolvendo parte dos ganhos de ontem, pressionados pelo aumento dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e outros dois indicadores da economia do país com resultado abaixo do previsto. Esses números contrabalançaram a influência das tensões geopolíticas e do aumento da atividade industrial norte-americana e chinesa.

LETICIA PAKULSKI, Agencia Estado

22 de maio de 2014 | 17h25

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para julho fechou em queda de US$ 0,33 (0,32%), a US$ 103,74 por barril. Na IntercontinentalExchange, em Londres, o Brent para julho fechou em baixa de US$ 0,19 (0,17%), a US$ 110,36 por barril.

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 28 mil na semana encerrada em 17 de maio, para 326 mil, informou o Departamento de Trabalho dos EUA, apagando o recuo da semana passada ao menor nível em sete anos. O mercado previa um avanço menor. Já o índice de indicadores antecedentes e as vendas de moradias usadas nos EUA tiveram aumento, mas menor do que o esperado.

Enquanto isso, os dados dos índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA e da China ajudaram a limitar as perdas. O indicador industrial da China subiu para 49,7 em maio, de 48,1 em abril, segundo números preliminares do HSBC, leitura mais alta em cinco meses. O PMI industrial dos EUA, por sua vez, agradou ao saltar para 56,2 em maio, de 55,4 em abril.

A incerteza sobre as eleições presidenciais na Ucrânia no dia 25 de maio e a continuidade da violência no leste do país também ajudaram a evitar desvalorizações maiores e podem dar novo fôlego aos preços da commodity. Na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, pelo menos dez soldados morreram hoje em um ataque.

Além disso, preocupações com a Líbia ainda devem influenciar os futuros, principalmente do Brent, disse Andrey Kryuchenkov, analista da VTB Capital. O governo da Líbia pediu que todas as milícias se retirem de Trípoli e fiquem de fora da política, após o presidente do Parlamento chamar os ex-rebeldes do grupo Misrata para "proteger a Capital". (Com informações da Dow Jones Newswires)

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