Petróleo fecha em queda com estoque recorde nos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira, 30, depois do anúncio de que os estoques de petróleo nos Estados Unidos se mantiveram em nível recorde. A percepção de que as sanções mais recentes do Ocidente contra a Rússia foram amenas e não devem prejudicar os estoques globais também contribuiu para a queda dos preços.

LETICIA PAKULSKI, Agencia Estado

30 de abril de 2014 | 17h42

O petróleo para junho negociado na Nymex caiu US$ 1,54 (1,5%), a US$ 99,74 por barril, o menor nível em quatro semanas. O contrato do Brent para junho, por sua vez, recuou US$ 0,91 (0,8%), para US$ 108,07 por barril, na ICE.

Segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano, os estoques de petróleo bruto nos EUA subiram 1,698 milhão de barris na semana encerrada em 25 de abril. O crescimento, embora menor do que o antecipado pelo mercado (+2,2 milhões), elevou os estoques para 399,357 milhões de barris. Esse é o maior total semanal desde pelo menos o final de agosto de 1982, de acordo com registros da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês).

Os estoques de petróleo subiram nas últimas semanas devido ao aumento da produção norte-americana e à pouca demanda pela commodity, enquanto as refinarias passam por manutenção sazonal. "Nós estamos neste ponto de inflexão agora, ou pelo menos muito perto dele, onde vamos começar a frear as importações", disse Carl Larry, analista da Oil Outlooks & Opinions. "Com esses estoques aumentando, a única coisa que podemos fazer como um país para evitar que cresçam demais é importar menos", assinalou.

As cotações também foram pressionadas pelos dados do PIB dos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anual sazonalmente ajustada de 0,1% no primeiro trimestre, de acordo com dados do Departamento do Comércio. Economistas consultados pelo The Wall Street Journal haviam previsto uma expansão de 1,1%.

A menor preocupação de investidores com a Ucrânia também pesou sobre os preços da commodity. "O petróleo Brent está sendo pressionado pelo alívio de que uma nova rodada de sanções contra o círculo íntimo do presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciada esta semana, não foi tão severa como havia sido precificada, por outro lado a reabertura de alguns portos de petróleo na Líbia deve limitar novas quedas fortes nos preços do Brent", disse Fawad Razaqzada, analista da Forex.com em Londres. (Com informações da Dow Jones)

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