Petróleo fecha em queda de 0,74% a US$ 81,94 o barril

Contratos negociados na Nymex com entrega para dezembro perderam 0,74%) fechando a US$ 81,94 o barril

Álvaro Campos, da Agência Estado,

27 de outubro de 2010 | 18h23

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, prejudicados pela alta do dólar. Mas uma redução inesperada nos estoques de gasolina ajudou a conter as perdas da commodity.

Os contratos negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) com entrega para dezembro perderam US$ 0,61 (0,74%), fechando a US$ 81,94 o barril, após atingir a mínima intraday de US$ 80,52. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent com entrega para dezembro fechou com queda de US$ 0,43 (0,51%), a US$ 83,23 o barril.

O petróleo fechou em queda devido à recuperação do dólar. Após abandonarem o dólar recentemente devido às expectativas sobre o plano do Federal Reserve (Fed, banco central americano) para estimular a economia, os investidores voltaram a comprar a moeda hoje. Uma matéria do Wall Street Journal afirmou que o Fed deve comprar cerca de US$ 250 bilhões em bônus do Tesouro por trimestre até meados de 2011. A medida é menor do que as compras de quase US$ 2 trilhões anunciadas durante a crise financeira de 2008.

Mas a queda do petróleo foi limitada pelos dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) sobre os estoques de gasolina e outros combustíveis, que ajudaram a commodity a fechar acima de US$ 80,00 o barril. "Parece que existe uma tendência altista geral no mercado de petróleo", disse Mike Zarembski, analista sênior de commodities da OptionXpress. "Desde que o receio de inflação esteja na cabeça dos operadores, será difícil para alguém ficar realmente negativo sobre o petróleo", acrescentou.

A queda do dólar tem sido o principal fator que fez o petróleo subir acima de US$ 80,00 o barril em outubro, com investidores procurando por ativos tangíveis para fugir das oscilações no mercado de câmbio. O índice ICE Dollar, que monitora a cotação da moeda norte-americana ante uma cesta de moedas, recentemente estava em alta de 0,6%.

Mesmo ainda estando bem acima da média histórica, os estoques dos EUA de petróleo e derivados recuaram na semana encerrada no dia 22, após terem atingido o maior nível em 27 anos no mês passado. De acordo com o relatório do DoE, os estoques de petróleo bruto cresceram 5,007 milhões de barris, cerca de sete vezes mais que o previsto. Mas os estoques de gasolina recuaram 4,387 milhões de barris, muito mais que o declínio de 200 mil barris esperado por analistas consultados pela Dow Jones. Os estoques de destilados - categoria que inclui o diesel e o óleo para aquecimento - caíram 1,613 milhão de barris, ante previsão de queda de 1 milhão de barris.

"A queda nos estoques de gasolina foi imensa", disse Stephen Schork, chefe da consultoria do mercado de energia Schork Group. Segundo ele, embora o recuo nos estoques de derivados de petróleo seja um sinal positivo, o relatório do DoE trouxe um quadro misto.

O aumento na demanda por gasolina provavelmente se deve às greves nas refinarias da França, disse o analista Tim Evans, da Citi Futures Perspective. Na Nymex, os contratos de gasolina reformulada (RBOB) com entrega para novembro fecharam com alta de US$ 0,008, a US$ 2,1020 o galão. Os contratos de óleo para aquecimento com entrega para novembro subiram US$ 0,0117, para US$ 2,2383 o galão. As informações são da Dow Jones.

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