Petróleo fecha em queda e perde 2,1% na semana

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda na New York Mercantile Exchange (Nymex) nesta sexta-feira, 13, depois de um dia marcado pela volatilidade diante de notícias sobre a Síria e indicadores ruins na economia nos Estados Unidos.

FERNANDO LADEIRA, Agencia Estado

13 de setembro de 2013 | 18h25

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para outubro, caiu US$ 0,39 (-0,36%), fechando a US$ 108,21 o barril. Na semana, a commodity acumulou queda de 2,09% nos preços, depois de encerrar há uma semana no maior nível desde maio de 2011. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para outubro subiu US$ 0,15, (0,13%), terminando a sessão a US$ 112,78.

O petróleo negociado em Londres foi influenciado pela cobertura de posições vendidas de uma opção do Brent que estava para vencer, o que fez o valor da commodity subir nos minutos finais. Mas os investidores continuaram a avaliar sinais sobre a retirada de estímulos nos EUA e uma possível guerra na Síria.

Desde a manhã os contratos de petróleo operavam em queda por conta da perspectiva de uma saída diplomática para as relações entre EUA e Síria. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se reuniu pelo segundo dia consecutivo com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para discutir uma proposta de colocar sob controle internacional o arsenal de armas químicas da Síria.

Kerry declarou que as conversas têm sido construtivas, o que pressionou os preços do petróleo, mas com o passar do dia os contratos mostraram uma leve recuperação, após autoridades russas dizerem que as negociações estavam estagnadas por questões militares.

Indicadores econômicos também ajudaram a reforçar a ideia de que a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve pode terminar com uma retirada mais contida dos estímulos ou até mesmo não anunciar redução no programa de US$ 85 bilhões em compras mensais de bônus, já que a economia dá sinais de enfraquecimento. O Fomc anunciará sua decisão sobre a política monetária na próxima quarta-feira, 18.

O setor varejista norte-americano decepcionou em agosto, com uma alta de apenas 0,2% nas vendas ante julho. Economistas previam um aumento maior, de 0,5%. Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) veio misto no mês passado, avançando 0,3% em comparação a julho, ante um aumento esperado de 0,2%, e com núcleo estável, abaixo do acréscimo previsto de 0,1%.

O índice preliminar de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan caiu neste mês para 76,8, o nível mais baixo desde abril, de 82,1 no final de agosto. Analistas esperavam um recuo bem menor, a 81,8.

Também saiu o relatório sobre estoques de empresas dos EUA, que subiram 0,4% em julho ante junho, superando a previsão média de aumento de 0,2%. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
petróleo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.