Petróleo fecha em queda em NY a US$ 91,93 o barril

Os contratos futuros de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) fecharam em queda nesta segunda-feira (24), após a divulgação de uma série de relatórios com indícios de enfraquecimento da economia global. O contrato de petróleo para novembro caiu US$ 0,96 (-1,03%), fechando a US$ 91,93 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para novembro recuou US$ 1,61 (-1,44%), fechando a US$ 109,81 o barril nesta segunda-feira.

PRISCILA ARONE, Agencia Estado

24 de setembro de 2012 | 16h52

Dentre os fatores que influenciaram os preços da commodity neste início de semana está as declarações de um conselheiro do banco central da China de que a economia não deu qualquer sinal de recuperação no terceiro trimestre. Song Guoquing também disse, durante um fórum realizado em Pequim, que os investimentos domésticos não devem se expandir significativamente no curto prazo.

Na Alemanha, o instituto Ifo divulgou que a confiança dos empresários no país caiu pelo quinto mês consecutivo. O país, que é a maior economia da zona do euro, é visto como a principal engrenagem por trás dos resgates a países mais fracos do bloco. "A economia está fraca sob o ponto de vista global", disse Tony Rosado, corretor da Dorado Energy Services. "O mercado quer ir para níveis abaixo dos US$ 90", acrescentou ele, referindo-se ao preço do petróleo em Nova York.

As vendas desta segunda-feira mostram como o enfraquecimento da economia em todo o mundo voltou a ser o foco para o mercado de petróleo. Na Nymex, a commodity registra queda de mais de 7% em relação à semana passada, em meio a temores de que os preços chegaram a um nível muito alto para os compradores. Os preços do petróleo caíram apesar das medidas de relaxamento quantitativo (QE3) do Fed, que segundo as expectativas, deveriam promover uma alta do produto.

"Nós continuamos a ser conduzidos mais por fatores macroeconômicos e de capital" do que pelas forças de oferta e demanda, como os níveis dos estoques de petróleo", disse Kyle Cooper, gerente da IAF Energy Advisors. As informações são da Dow Jones.

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