Petróleo fecha em queda pela quarta sessão seguida

Pela quarta sessão consecutiva os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam nesta terça-feira, 14, em queda, pressionados pelo temor de alta dos estoques e demanda fraca.

Agencia Estado

14 de maio de 2013 | 17h09

Os contratos de petróleo recuaram 2,5% nas últimas quatro sessões, pressionados pelos estoques do produto, que permanecem no nível mais alto desde abril de 1981. "Estamos nadando em petróleo e a demanda não vai a lugar algum", disse Addison Armstrong, diretor de pesquisa de mercado da Tradition Energy.

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para junho, caiu US$ 0,96 (1,01%), fechando a US$ 94,21 por barril. A queda foi a maior desde 1º de maio e colocou os preços no nível mais baixo desde 2 de maio. Já na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para junho teve baixa de US$ 0,22 (0,21%), encerrando a sessão a US$ 102,60, o mais baixo preço desde 1º de maio.

O petróleo também foi pressionado pela avaliação da Agência Internacional de Energia (AIE), de que o mercado do produto está atravessando um "choque de oferta" positivo com o crescimento recorde da produção na América do Norte e a expectativa de que a capacidade de refino ultrapassará a demanda em países emergentes com forte expansão econômica.

De acordo com relatório mensal divulgado nesta terça-feira pela AIE, a produção de petróleo na América do Norte vai dominar a expansão da oferta mundial nos próximos cinco anos, graças ao desenvolvimento de tecnologias que hoje permitem explorar reservas antes consideradas inacessíveis.

Essa é uma mudança que poucos previam cinco anos atrás e virá às custas de produtores como os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que há anos dominam a indústria. A AIE, que representa os interesses de grandes países consumidores de energia, no ano passado previu que os EUA poderão se tornar o maior produtor de petróleo do mundo até 2020, ultrapassando a Arábia Saudita, mesmo que possivelmente apenas por um certo período.

De acordo com a agência, a produção média da América do Norte deverá crescer em 3,9 milhões de barris por dia entre 2012 e 2018, respondendo por mais da metade do aumento na produção fora da Opep no período.

Além disso, a valorização do dólar também pressionou o petróleo. Como é denominado na moeda americana, o produto, nesse caso, torna-se mais caro para detentores de outras divisas. As informações são da Dow Jones.

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