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Petróleo fecha estável, mas tom pessimista prevalece

Preço do barril registra perda de quase 10% no acumulado da semana

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

23 de setembro de 2011 | 18h30

Os contratos futuros de petróleo registraram nova queda acentuada no início da sessão de hoje, mas se recuperaram até fecharem ligeiramente abaixo do preço de ontem, em Nova York. Na semana, porém, o preço do barril do petróleo caiu quase 10%. O petróleo para entrega em novembro atingiu na sessão a mínima em um mês e meio, US$ 77,55 por barril, mas se recuperou até reduzir a queda a US$ 0,66 (0,81%) na hora do fechamento. Ainda assim, o petróleo encerrou hoje a US$ 79,85 por barril na bolsa mercantil de Nova York (Nymex), abaixo da barreira psicológica de US$ 80.

Na plataforma eletrônica ICE, o Brent para novembro fechou em queda de US$ 1,52 (1,44%), a US$ 103,97 o barril. A maior parte dos movimentos do petróleo acompanhou as ações e o dólar, com a commodity se recuperando na esteira da alta das ações e do enfraquecimento da moeda norte-americana.

Traders e analistas disseram que a queda acentuada seguida de recuperação evidencia um ciclo de posições compradas sendo liquidadas acompanhado de posições vendidas sendo cobertas. O mercado também beneficiou-se da caça às barganhas de um mercado em baixa e do acerto de posições prévio ao fim de semana.

Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates, observou que o movimento do mercado reflete também a tensão entre o otimismo com a possibilidade de uma solução para a crise da dívida europeia e o pessimismo com as perspectivas econômicas globais. "Esse foi conflito visto no mercado hoje", disse Lipow. No entanto, salientou ele, "o mercado sente que o mundo pode estar se dirigindo rumo a uma recessão, e isso reduziria a demanda por petróleo".

Para a próxima semana, observadores do mercado mostravam-se pessimistas com relação ao petróleo por conta dos persistentes temores com a crise da dívida na Europa e dúvidas quanto às perspectivas de crescimento econômico dos Estados Unidos e do mundo como um todo. "O sentimento ainda é negativo, sem dúvida", disse Tom Bentz, diretor do BNP Paribas Commodity Futures. "No momento, tudo tem a ver com o medo. Às vezes a percepção é pior do que a realidade, mas nesse ponto ainda não é possível ter certeza." As informações são da Dow Jones.

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