Petróleo fecha no maior nível em sete meses

As constantes preocupações com o fornecimento de petróleo pelo Irã e Nigéria fizeram com que os contratos da commodity negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) terminassem em alta nesta terça-feira, no maior nível de fechamento desde 1º de setembro. Ainda assim o petróleo fechou bem abaixo de suas máximas do dia, por causa de um pequeno movimento de realização de lucros. A tensão internacional ganhou força nos últimos dias depois que reportagens publicadas no final de semana informaram que os EUA estavam montando uma lista de alvos de um possível ataque militar contra o Irã. A guerra de palavras entre Washington e Teerã continuou hoje, com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciando que o Irã conseguiu enriquecer urânio pela primeira vez. Isso provocou fortes críticas da Casa Branca, cujo porta-voz, Scott McClellan, disse que o Irã estava caminhando na direção errada. Embora poucos analistas acreditem num confronto direto entre os dois lados, os operadores preferem ficar na defensiva. O analista Mike Fitzpatrick destacou que o temor de uma possível interrupção do fornecimento de petróleo pelo Irã "ainda está na cabeça de todos... É por isso que os preços não estão recuando", disse ele. Na Nymex, o contrato de petróleo bruto para maio subiu US$ 0,24 (0,35%), para US$ 68,98 o barril. A máxima foi em US$ 69,45 e a mínima em US$ 68. Os contratos de gasolina para maio saltaram 452 pontos (2,25%), para US$ 2,0544 o galão, com o mercado prevendo forte queda dos estoques do combustível no relatório do Departamento de Energia amanhã. Em Londres, o contrato de petróleo Brent para maio subiu US$ 0,62, para US$ 69,37 o barril. Na máxima, o contrato chegou a US$ 69,70 o barril. Na mínima, foi negociado a US$ 68,35 o barril. As informações são da Dow Jones.

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