Petróleo fecha no maior valor desde 21 de abril

Os contratos futuros de petróleo negociados em Nova York encerraram o pregão no maior valor desde 21 de abril, impulsionados pelo aumento das tensões na Líbia e pela apreensão com uma nova escalada da violência na Ucrânia, que acendem o alerta de recuo da oferta mundial da commodity.

MATEUS FAGUNDES, Agencia Estado

19 de maio de 2014 | 16h37

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para junho, cujo contrato expira amanhã, fechou em alta de US$ 0,59 (0,58%), a US$ 102,61 por barril. Por outro lado, o petróleo Brent para julho fechou em queda de US$ 0,38 (0,35%), a US$ 109,37 por barril na IntercontinentalExchange (ICE), em Londres.

No final de semana, militantes anti-islâmicos atacaram o Parlamento da Líbia e tomaram 20 legisladores como reféns. Eles exigem a deposição do atual governo e a substituição da liderança do país por um conselho de 60 pessoas que foram eleitas para redigir a Constituição. Como consequência, o presidente do Parlamento da Líbia, Nouri Abu Sahmein, ordenou que as milícias dirigidas por islâmicos se mobilizem para impor o controle na capital, Trípoli.

"Apesar de a produção de petróleo não ter sido afetada, há o potencial para que isso aconteça e isso manteve os preços em alta no pregão", disse o analista da Schneider Electric Matt Smith.

As tensões geopolíticas também impulsionaram os ganhos do petróleo em Nova York. Apesar de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter ordenado a retirada das tropas da fronteira com a Ucrânia, os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão céticos em relação às declarações do presidente russo. Além disso, há um grande temor de aumento das tensões no Leste Europeu à medida que se aproximam as eleições presidenciais na Ucrânia, marcadas para o próximo final de semana.

"No geral, o petróleo tem grandes forças de alta nestes dias", escreveram analistas da Lido Isle Advisors em uma nota enviada à imprensa. "Não ficaríamos surpresos de o petróleo chegar aos US$ 105,00. Acreditamos que o novo piso para o petróleo bruto este ano é de US$ 100,00." (Com informações da Dow Jones Newswires)

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