Petróleo não sustenta ganhos e fecha abaixo de US$ 60

Os contratos futuros de petróleo subiram para nova máxima em cinco semanas, atingindo US$ 60,80 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) na máxima do dia, depois da companhia estatal de petróleo da Nigéria ter declarado "força maior" sobre as exportações de petróleo, como parte de uma ordem do governo para reduzir a oferta, segundo operadores e analistas. Contudo, os futuros de petróleo foram incapazes de fechar acima de US$ 60,00 por barril, um sinal que pode ser interpretado como negativo pelos operadores que se baseiam em fatores técnicos. Embora os futuros de petróleo tenham finalmente oscilado acima de um importante nível psicológico, depois de ficar próximo dos US$ 60,00 por barril ao longo da semana, a commodity perdeu fôlego na última meia hora de sessão. "Para o petróleo, não fechar acima de US$ 60 é um grande desapontamento do ponto de vista dos gráficos" para aqueles que esperavam uma alta dos preços, disse o presidente da Cameron Hanover, Peter Beutel, em New Canaan (Connecticut). Em carta para clientes, a National Nigeria Petroleum Corp (NNPC) informou que seu programa de exportação estava sendo revisado para baixo em linha com a ordem do governo para reduzir a produção em 250 mil barris/dia. Os futuros de petróleo atingiram as máximas do dia logo após a confirmação da declaração de "força maior". No pregão viva-voz da Nymex, os contratos de petróleo para março subiram US$ 0,18, ou 0,30%, e fecharam a US$ 59,89. A mínima foi de US$ 59,30 e a máxima de US$ 60,80. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para março devolveram os ganhos do dia e fecharam a US$ 59,01 por barril, em queda de US$ 0,02, ou 0,04%. A mínima foi de US$ 58,46 e a máxima de US$ 59,63. As informações são da Dow Jones.

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