Petróleo opera acima de US$ 80 após atingir máxima em 6 semanas

O petróleo opera acima de US$ 80 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex) depois de ter atingido o nível máximo desde 14 de janeiro, de US$ 80,51 por barril, mais cedo. Os preços do petróleo têm sido impulsionados nas últimas sessões pelo enfraquecimento do dólar, pela redução da produção no campo de petróleo Buzzard, no Mar do Norte, por greves em refinarias na França e por preocupações com as intenções nucleares do Irã.

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 10h12

 

"Junte a isso uma boa perspectiva técnica e a semana está começando com um tom potencialmente bastante positivo", afirmou a corretora PVM Oil Associates. No entanto, o sentimento dos investidores permanece cauteloso, acrescentou a corretora. Às 10h (de Brasília), o petróleo tipo Brent para abril negociado na plataforma ICE subia 0,68%, a US$ 78,72 por

barril, enquanto contrato para março negociado na Nymex eletrônica avançava 0,58%, para US$ 80,27 por barril.

 

O petróleo reduziu os ganhos obtidos mais cedo conforme os participantes do mercado paravam para avaliar o ritmo da recuperação econômica e os efeitos disso nos fundamentos do mercado de petróleo.

 

"Notícias negativas sobre oferta, incluindo uma interrupção na produção no Mar do Norte, reduzidas exportações pela Venezuela por causa da crise energética e uma potencial greve em uma refinaria da França, sugerem um equilíbrio mais apertado entre oferta e demanda no curto prazo", disseram analistas do Goldman Sachs. Hoje o sindicato francês Confederação Geral do Trabalho afirmou que a greve nas refinarias da Total na França continua, com todas as seis

instalações e sete dos 31 armazéns afetados pela paralisação.

 

Outros analistas expressaram opiniões mais pessimistas, dado o potencial de fortalecimento do dólar. Apesar de alguns indicadores econômicos encorajadores nos últimos dias, alguns especialistas afirmaram que o recente aumento dos preços do petróleo foi injustificado. As informações são da Dow Jones.

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