Petróleo opera com alta limitada afetado por ata do Fed

Os contratos futuros de petróleo operam com alta limitada, apesar de um dado bastante positivo sobre o setor industrial da China, afetados pela falta de sinais definitivos do Federal Reserve sobre o futuro do programa de estímulos à economia dos EUA.

Agencia Estado

22 de agosto de 2013 | 07h29

Dados preliminares para agosto do HSBC sobre o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China apontaram avanço para 50,1, de 47,7 na leitura final de julho. O resultado acima de 50 indica expansão da atividade e serve como alívio para os investidores que estavam preocupados com um enfraquecimento da economia chinesa, que poderia reduzir a demanda por petróleo naquele país.

No entanto, a ata da última reunião de política monetária do Fed, divulgada após o fechamento dos mercados europeus ontem, não forneceu qualquer clareza sobre quando as compras de bônus pelo banco central dos EUA começará a diminuir, o que manteve a cautela de parte dos investidores.

"No fim das contas todos os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) favorecem um início da redução das compras de bônus até o fim deste ano, mas alguns antes e outros mais tarde", comentaram analistas da corretora PVM em nota a clientes. "Também houve um debate sobre reduzir para abaixo de 6,5% a meta de desemprego a partir da qual o Fed começaria a retirar os estímulos. Confuso? Com certeza os mercados estão e estão entrando em uma fase perigosa", acrescentaram.

As informações sobre os estoques de petróleo dos EUA divulgadas ontem mostraram que os níveis dos estoques no país diminuíram, o que dá certa sustentação para os preços dos contratos negociados na Nymex. O Departamento de Energia (DoE) dos EUA informou que houve queda de 1,4 milhão de barris nos estoques na última semana, quase em linha com a previsão de declínio de 1,3 milhão de barris.

Em Cushing, ponto de entrega física de petróleo, os estoques caíram para a mínima em 18 meses de 37,4 milhões de barris. "O recuo em Cushing é encorajador, mas as operações das refinarias vão diminuir nos próximos meses e a demanda está começando a cair também", afirmou Andrey Kryuchenkov, analista do VTB Capital. "A sazonalidade ainda vai limitar o desempenho do petróleo em Nova York, com pouco potencial para alta nos preços a partir daqui", disse.

Às 7h11 (de Brasília), o petróleo para outubro subia 0,54% na Nymex, para US$ 104,41 por barril, enquanto o brent para outubro ensaiava alta com +0,01% na ICE, a US$ 109,82 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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