Petróleo opera em alta com crise na Ucrânia

Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta quinta-feira, sustentados por contínuas tensões na Ucrânia e o retorno lento da commodity da Líbia ao mercado. Contudo, a oferta abundante nos EUA deve limitar os ganhos nos preços.

LUCAS HIRATA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES, Agencia Estado

24 de abril de 2014 | 08h13

O petróleo bruto líbio não está retornando rapidamente ao mercado, apesar de um acordo para reabrir terminais de petróleo no país, observou o Commerzbank. "Mesmo três semanas após o acordo para abrir gradualmente os terminais de petróleo ocupados pelos rebeldes, a produção de petróleo na Líbia, até agora, aumentou apenas insignificante", escreveu em uma nota a clientes.

As tensões na Ucrânia, que têm sustentado alguns preços de produtos de energia, também devem aumentar ainda mais agora que o feriado de Páscoa terminou, disse Commerzbank. O governo em Kiev pode reprimir os separatistas no leste da Ucrânia, enquanto a Rússia ameaçou intervir se os seus interesses forem violados, disse o banco.

Mas a oferta abundante nos EUA deve limitar os ganhos nos preços. Os estoques de petróleo bruto nos EUA subiram 3,524 milhões de barris na semana encerrada em 18 de abril, para 397,659 milhões de barris, segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano. O aumento foi maior que a previsão dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que esperavam alta de 2,4 milhões de barris.

Às 7h58 (de Brasília), o petróleo para junho subia 0,38% na Nymex, a US$ 101,82 por barril, enquanto o brent para junho avançava 0,16%, a US$ 109,29 por barril, na ICE.

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