Petróleo opera em alta com redução dos estoques nos EUA

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, reagindo aos dados dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados, divulgados ontem, e a uma redução da oferta de petróleo no Mar do Norte. Ontem, o Departamento de Energia dos EUA informou que houve uma redução de 1,6 milhão de barris nos estoques norte-americanos de petróleo bruto na semana passada; analistas previam um crescimento de 430 mil barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias, por sua vez, recuou para 89,2%, acumulando uma queda de 4,2% nas últimas três semanas. Os analistas da Cameron Hanover observaram que os dados de estoques "estão armando um cenário para uma alta provocada por questões de demanda, se as temperaturas baixarem", e que, embora os estoques norte-americanos estejam em níveis saudáveis, "a situação pode parecer mais negativa do que realmente é". Na Noruega, a Autoridade de Segurança de Petróleo determinou a suspensão das atividades de duas plataformas no Mar do Norte, por causa de defeitos nos botes salva-vidas. Foram fechadas a plataforma Snorre A, da Statoil (com capacidade para 160 mil barris por dia) e o campo Draugen, da Norske Shell (com capacidade para 140 mil barris por dia). A Statoil disse que se reuniria ainda hoje com as autoridades de segurança para discutir o problema. Às 9h25 (de Brasília), os contratos de petróleo bruto para novembro eram cotados na Nymex a US$ 58,76 por barril. ?O relatório do Departamento de Energia dos EUA indicou um mercado bem abastecido?, avaliou Jason Schenker, analista do Wachovia Bank. ?Seria preciso um inverno muito frio para observarmos uma ata nos preços dos combustíveis?, disse. A Opep vem discutindo formas de cortar a produção em estimados 1 milhão de barris. Uma das dúvidas diz respeito ao ponto de partida que será levado em consideração para o corte. Alguns ministros da organização defendem que a redução ocorra sobre a produção definida em uma reunião do grupo 2 anos atrás, de 28 milhões de barris diários. Outros querem que se leve em conta o bombeamento atual, de aproximadamente 27,5 milhões de barris. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Sam Bodman, disse ontem que nações independentes que produzem petróleo poderiam suprir o abastecimento mundial caso a Opep decida pelo corte, com objetivo de ganhar participação de mercado. Alguns analistas concordam com ele. Na prática, isso significaria que qualquer choque momentâneo poderia ser absorvido com mais facilidade. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem, em um evento realizado em Saint Louis, que a queda nos preços dos combustíveis é positiva para os consumidores, mas afirmou estar preocupado que os custos menores de bombeamento podem interromper o desenvolvimento de energia alternativa. ?Minha preocupação é que um preço baixo da gasolina nos leve a ser complacentes com nosso futuro em termos de energia.?

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