Petróleo opera em baixa apesar de acordo dos EUA

Os contratos futuros do petróleo operam em baixa nesta quinta-feira, 17, após o acordo fiscal fechado na quarta-feira, 16, nos Estados Unidos não conseguir eliminar as incertezas sobre o maior país consumidor da commodity no mundo.

Agencia Estado

17 de outubro de 2013 | 08h09

O Congresso norte-americano aprovou na quarta-feira, 16, um acordo bipartidário que mantém o governo dos EUA financiado até 15 de janeiro, eleva o teto da dívida até 7 de fevereiro e abre o caminho para mais negociações entre democratas e republicanos, mas analistas dizem que os investidores não se animaram porque a solução é apenas temporária e veio apenas em linha com o que já era esperado. Além disso, os mercados de petróleo estão bem abastecidos.

"Se o Irã voltar a ser um produtor normal de petróleo no ano que vem, as coisas não parecem muito boas para os fundamentos (da commodity)", comentou Torbjorn Kjus, analista sênior do grupo de serviços financeiros DnB Nor.

Já a Ineos anunciou ontem que vai manter a refinaria de Grangemouth fechada e discutir o futuro do local com acionistas no começo da semana que vem. A refinaria influencia os mercados globais porque ela permite a operação do terminal de processamento de Kinneil, de onde sai o petróleo do campo de Forties. O sistema tem uma capacidade nominal de mais de 1 milhão de barris por dia e é responsável por cerca de 40% da produção de petróleo do Reino Unido.

A BP, que opera os oleodutos de Forties, informou estar aguardando mais detalhes da Ineos e que, no momento, o sistema está operando normalmente. Às 7h50 (pelo horário de Brasília), o brent para dezembro caía 0,44%, a US$ 110,10 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto o petróleo para novembro negociado na Nymex recuava 0,47%, a US$ 101,81 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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