Petróleo opera em baixa após referendo da Crimeia

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta segunda-feira, 17, mas continuam sujeitos a fatores tão diversos que ainda não existe um quadro claro nos mercados da commodity após o referendo da Crimeia.

Agencia Estado

17 de março de 2014 | 08h21

Segundo David Hufton, analista da corretora PVM, os preços do petróleo "estão emaranhados numa complexa teia de riscos".

"Crescentes tensões geopolíticas, possíveis interrupções da oferta de energia da Rússia, ameaças ao crescimento global e a possibilidade de uma violenta mudança no sentimento de risco", enumerou Hufton. "Esses (fatores) pairam sobre a dose diária de incertezas em relação à oferta da Líbia, Nigéria e Irã."

Na Líbia, o campo de petróleo de El Sharara voltou a ser fechado, depois de ter sido reativado na semana passado. Andrey Kryuchenkov, da VTB Capital, afirma que as notícias da situação líbia aumentaram o nervosismo na sexta-feira e devem continuar tendo o mesmo efeito nesta semana.

Kryuchenkov acrescentou, no entanto, que o mercado está em "equilíbrio hesitante", com risco de baixa para o brent.

"Nós ainda apostaríamos numa recuperação do brent a partir de agora, mas as tensões com a Ucrânia vão manter os negócios incertos, com o mercado ainda se movimentando de acordo com as notícias e o sentimento, e não com os fundamentos," disse o especialista da VTB Capital.

Em referendo realizado no domingo, 16, mais de 96% da população da Crimeia decidiu votar a favor de separar a região da Ucrânia e voltar a integrá-la à Rússia. O resultado da votação já era esperado.

Às 8h04 (de Brasília), o brent para maio recuava 0,55%, a US$ 107,62 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto na Nymex, o petróleo para abril caía 0,23%, a US$ 98,66 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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