Petróleo opera em baixa com incertezas sobre a Síria

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta sexta-feira, 30, mas continuam próximos aos níveis mais altos em vários meses, devolvendo parte dos fortes ganhos registrados na semana com as incertezas em relação a uma possível intervenção militar do Ocidente na Síria. Segundo analistas da corretora PVM, essa retração está ligada ao fato de alguns riscos de oferta do Oriente Médio terem se reduzido temporariamente.

Agencia Estado

30 de agosto de 2013 | 07h56

Já para Gareth Lewis-Davies, analista do BNP Paribas em Londres, o mercado "não gosta do clima de incerteza". Na quinta-feira, 29, uma votação no Parlamento britânico aparentemente eliminou a possibilidade de o Reino Unido participar de uma ofensiva contra o regime sírio, mas ainda há chances de os Estados Unidos agirem sozinhos ou com outros parceiros.

A única certeza no momento, diz Lewis-Davies, é que provavelmente haverá mais volatilidade nos preços. A Petromatrix, por sua vez, citou que a produção britânica de petróleo bruto atingiu uma nova mínima este ano, com queda de 158 mil barris diários em junho ante igual mês do ano passado.

O contrato na Nymex está operando agora com um desconto maior em relação ao brent, após as duas referências do petróleo terem convergido recentemente, segundo Harry Tchilinguirian, também do BNP Paribas.

Em relatório na quina-feira, 29, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano disse que interrupções imprevistas de produção, como as da Líbia, reduziram a oferta mundial em 2,8 milhões de barris em agosto, a maior queda vista desde o início de 2011. O DoE, no entanto, avalia que o mercado está adequadamente suprido e que não há necessidade de recorrer aos estoques de emergência.

Às 7h47 (pelo horário de Brasília), o brent para outubro recuava 0,10%, a US$ 115,04 por barril na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto o contrato para o mesmo mês negociado na Nymex tinha uma queda mais pronunciada, de 0,91%, a US$ 107,81 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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