Petróleo opera em baixa, mas perto das máximas do ano

Os contratos futuros de petróleo operam em queda, mas permanecem perto das máximas atingidas neste ano, em meio a incertezas em relação ao futuro da política monetária nos EUA. "Existe uma clara expectativa de que o Federal Reserve (o banco central norte-americano) talvez diminua o ritmo de redução das compras de bônus após os dados fracos do mercado de trabalho dos EUA", comentaram analistas do Commerzbank em nota a clientes. Segundo números divulgados na sexta-feira, os EUA criaram 113 mil empregos em janeiro, bem menos que as 189 mil vagas previstas por economistas.

Agencia Estado

10 de fevereiro de 2014 | 10h21

Como resultado, disse o Commerzbank, "os preços do petróleo tiveram ganhos significativos na sexta-feira e agora procuram mantê-los neste início de semana."

Para David Hufton, analista da corretora PVM, o desempenho recente do petróleo é impressionante "para uma commodity cujos fundamentos subjacentes apontam para baixo e num momento em que prevalecem dúvidas sobre o crescimento global".

Entre os fatores que ajudaram o petróleo em sessões recentes estão a onda de frio nos EUA, que elevou a demanda do país pela commodity, e preocupações com a oferta do Mar do Norte e da Líbia.

Nesta manhã, no entanto, a tendência dos preços era de queda. Às 10h (de Brasília), o brent para março caía 0,17%, a US$ 109,38 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto o contrato equivalente negociado na Nymex recuava 0,36%, a US$ 99,52 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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