Petróleo opera em direções divergentes

Os contratos futuros de petróleo operam em direções divergentes nesta sexta-feira. O ativo negociado em Nova York recua forte, após a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de manter a meta de produção inalterada. Por outro lado, o Brent ensaia uma recuperação, com busca a preços baixos.

AE, Estadão Conteúdo

28 de novembro de 2014 | 09h04

Na quinta-feira, a OPEP concordou em manter o seu teto de produção em 30 milhões de barris por dia, o que desencadeou uma forte onda de vendas nos futuros. Operadores dizem a notícia jogou o mercado em um estado de fluxo. Anteriormente, o mercado operava com a suposição de que se os preços do petróleo caíssem muito, a OPEP interviria em seguida. O grupo produtor de petróleo, que representa cerca de um terço da produção global, já retirou agora o limite de segurança.

Segundo Morgan Stanley, o mercado perdeu a "opção OPEP". Temporariamente, foi removida a influência do grupo no mercado, o que deixa uma perspectiva muito mais pessimista para os preços no primeiro semestre de 2015, disse o banco. "Se essa estratégia se transformar em algo permanente, acreditamos que o petróleo vai introduzir um novo paradigma em que os preços estão sujeitos às oscilações dos ciclos de commodities normais, com muito maior volatilidade".

Às 8h55 (de Brasília), o Brent para janeiro subia 0,84%, a US$ 73,21 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto na Nymex, o petróleo para o mesmo caía 5,89%, a US$ 69,36 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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