Petróleo opera em forte queda sob fator Síria

Os contratos futuros de petróleo operam em forte queda nesta segunda-feira, 16, com o fim do último prêmio de risco relacionado à Síria levando os especuladores a embolsar lucros. Nos últimos dias, uma série de reuniões entre líderes de potências mundiais reduziu temores do mercado de que a Síria pudesse ser atacada por forças ocidentais.

Agencia Estado

16 de setembro de 2013 | 08h00

Hoje, a Agência France-Presse divulgou que a França, o Reino Unido e os Estados Unidos querem uma resolução "forte" na ONU sobre a transferência de armas químicas do regime sírio para o controle internacional. Além disso, o mercado está tecnicamente fraco, com o brent de um novo mês começando a ser negociado hoje.

"Os volumes estão muito baixos e não precisa muito para movimentar o mercado", comentou Andrey Kryuchenkov, analista da VTB Capital em Londres. "O mercado está vendendo hoje...o prêmio de risco da Síria era de pelo menos US$ 7 a US$ 10 (por barril)."

Por outro lado, há fatores que podem sustentar os futuros no último trimestre de 2013, segundo analistas do Morgan Stanley. "Um combinação de demanda por petróleo no auge, interrupções na oferta e preocupações geopolíticas devem dar suporte ao mercado do brent ao longo de setembro", disseram.

Os investidores também acompanharam o anúncio da retirada da candidatura de Lawrence Summers ao cargo de presidente do Federal Reserve, o banco central norte-americano. Como Summers é um defensor da redução dos estímulos à economia dos EUA, a notícia teoricamente deveria impulsionar os futuros, mas a tendência baixista está prevalecendo nos negócios desta segunda-feira.

Às 7h47 (pelo horário de Brasília), o brent para novembro recuava 1,84%, a US$ 109,65 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto na bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o contrato de petróleo para outubro cedia 1,32%, a US$ 106,78 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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