Petróleo opera em leve queda, limitada por China

Receios de que forte desaceleração econômica global reduza a demanda vêm pressionando preços

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de julho de 2012 | 08h49

Os contratos futuros de petróleo operam com leve queda, depois de iniciarem o dia em alta, enquanto um indicador melhor do que o esperado contrabalança as preocupações com a crise da zona do euro. Os receios de que uma forte desaceleração econômica global reduza a demanda por petróleo vêm pressionando os preços da commodity.

O índice HSBC dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) industrial preliminar da China subiu para 49,5 em julho, em comparação com a leitura final de 48,2 em junho. "É difícil classificar esses números como positivos (para o mercado de petróleo), mas eles com certeza são menos negativos", comentou Torbjorn Kjus, analista do DnB NOR.

"O PMI preliminar da zona do euro, por outro lado, continua persistentemente em nível de recessão e, por isso, provavelmente vai conter qualquer recuperação dos preços", disseram analistas do Commerzbank em nota a clientes. O PMI composto da zona do euro ficou estável em 46,4 em julho. Às 10h (de Brasília) será publicado o PMI industrial dos EUA e o resultado poderá influenciar os preços do petróleo.

Os participantes do mercado também vão se concentrar na pesquisa semanal sobre estoques nos EUA do Instituto Americano de Petróleo (API, em inglês), às 17h30. "Se o brent conseguir manter os US$ 102,50 por barril, ainda poderá testar novamente o nível de US$ 105,00 por barril", afirmaram analistas da Petromatrix. Mas se isso não acontecer, o brent então deverá seguir para US$ 100,75 por barril, antes de recuar para US$ 100,00 por barril.

Às 8h38 (de Brasília), o WTI para setembro caía 0,17% na Nymex, para US$ 87,99 por barril, e o brent para setembro declinava 0,15% na ICE, para US$ 103,10 por barril. As informações são da Dow Jones.

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