Petróleo opera sem direção única com indicador dos EUA

Os contratos futuros de petróleo operam em direções divergentes nesta segunda-feira, 11, após resultados melhores do que o esperado de indicadores da China e dos Estados Unidos. Além disso, o petróleo Brent negociado em Londres também está sendo sustentado por questões geopolíticas.

Agencia Estado

11 de novembro de 2013 | 09h36

Os analistas do Commerzbank ressaltam que o Brent começou o movimento de alta na sexta-feira, depois de atingir a mínima em quatro meses a US$ 103. "Com um aumento surpreendentemente acentuado em novos postos de trabalhos criados nos EUA, a perspectiva para a demanda por petróleo melhorou de maneira notável no maior consumidor de petróleo do mundo - mesmo a especulação crescente de que o Fed pode reduzir seu programa de compra de títulos mais cedo tem pouco impacto para mudar isso", afirmaram em um comunicado a clientes. A economia dos EUA criou 204 mil vagas em outubro, ficando bem acima das expectativas.

O lento progresso nas negociações para conter o programa nuclear do Irã foi outro fator por trás da elevação no Brent, de acordo com Dominick Chirichella, da Energy Market Analysis. "A falta de um acordo até agora significa que o petróleo bruto iraniano não deve fluir de volta ao mercado em breve", escreveu.

O petróleo iraniano foi bloqueado dos mercados internacionais por causa das sanções impostas como parte de um esforço para conter o programa de enriquecimento de urânio do país.

Já nos EUA, o petróleo negociado na Nymex opera em queda nesta segunda-feira, tendo em vista que não ele é exportado, o que o deixa menos imune a acontecimentos geopolíticos. Às 9h28 (de Brasília), o brent para dezembro avançava 0,49%, a US$ 105,63 por barril, na plataforma eletrônica ICE. Na Nymex, por outro lado, o petróleo para dezembro recuava 0,32%, a US$ 94,30 por barril.

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